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SENAR-PR amplia acervo da Biblioteca Virtual


O Sistema FAEP/SENAR-PR ampliou o acervo da Biblioteca Virtual, espaço hospedado no site da instituição que disponibiliza cartilhas e materiais de orientação a produtores rurais, técnicos e demais públicos do setor agropecuário. Agora, 11 novos títulos estão disponíveis no espaço online, nos formatos PDF e Pageflip. O acesso às publicações é integralmente gratuito.

Entre os novos títulos, estão disponíveis publicações que orientam o homem do campo em relação a temas específicos – como as cartilhas “Energia solar fotovoltaica”, um guia sobre energias renováveis no setor agropecuário; e “Descomplica Rural”, que detalha o programa do governo do Paraná que agilizou a emissão de licenças ambientais. Também foi compartilhada a “Cartilha Segurança Rural”, que traz dicas e recomendações voltadas a evitar que produtores rurais sejam vítimas de crimes em suas propriedades.

Na seção Pecuárias, foram disponibilizadas três cartilhas: uma sobre os javalis e modos de controle; uma sobre o uso de dejetos suínos como fertilizante orgânico; e uma sobre a Lei de Integração e o funcionamento das Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadecs).

“A ideia foi incrementar a Biblioteca Virtual, concentrando em um único espaço os materiais de cursos e publicações de outra natureza, como conteúdos institucionais, cartilhas sobre programas específicos e outros materiais de orientação. A partir dessa concentração no mesmo local, melhoramos a experiência do nosso usuário”, explica o gerente do Departamento Técnico (Detec) do Sistema FAEP/SENAR-PR, Arthur Piazza Bergamini.

Acervo completo

Lançada em junho, a Biblioteca Virtual soma 69 títulos publicados. Todos os materiais estão catalogados na Biblioteca Nacional e possuem ISBN (International Standard Book Number), que, em uma tradução livre, significa Padrão Internacional de Numeração de Livro. Esse Sistema internacional padronizado de identificação de livros permite que cada obra tenha um único número de acordo com o título, país, autor, editora e até mesmo edição. Além disso, esse código possibilita que as cartilhas do SENAR-PR sejam identificadas em qualquer lugar do mundo.

A intenção é que, aos poucos, outras cartilhas dos mais de 300 cursos do SENAR-PR também passem a fazer parte do acervo da Biblioteca Virtual. Futuramente, a proposta é incluir os materiais no aplicativo do Sistema FAEP/SENAR-PR, que pode ser baixado gratuitamente na Apple Store ou na Play Store. “Uma das missões do SENAR-PR é levar desenvolvimento ao setor rural por meio de suas capacitações. A disponibilização desses materiais segue essa lógica, pois são conteúdos qualificados e gratuitos”, ressalta Bergamini.

Os novos títulos

Para acessar a Biblioteca Virtual, o endereço é sistemafaep.org.br/biblioteca-virtual/

• Cartilha “Energia solar fotovoltaica”

• Cartilha “Descomplica Rural”

• “Manejo da cigarrinha e enfezamentos na cultura do milho”

• “Paraná – Onde se produz?”

• “Javali: uma ameaça ao agronegócio paranaense”

• “Nossas conquistas”

• Cartilha “Uso correto de agroquímicos”

• Cartilha “Questões sobre meio ambiente”

• “Dejeto líquido suíno como fertilizante orgânico – método simplificado”

• Cartilha “Segurança rural”

• Cartilha “Lei da integração: contratos e Cadecs”

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Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas

Alegrete paga pela negligência oficial

A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.

Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).

Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.

O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.

Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.

O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.

O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.

Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.

 

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Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis

A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.

João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.

Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.

Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.

Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.

Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.

A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.

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O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer

O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.

No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.

Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira

Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.

O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.

“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.

Expointer 2025

A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.

Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer

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