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Após queda acentuada, derivados lácteos esboçam reação em dezembro


Depois de terem fechado novembro com uma queda expressiva, os produtos lácteos sinalizaram uma recuperação em dezembro, no mercado paranaense. O novo fôlego foi puxado pelo desempenho do muçarela, queijo prato e leite UHT – produtos com maior peso no mix de comercialização entre os derivados. Os resultados foram apresentados na reunião do Conselho Paritário Produtores/Indústria de Leite do Paraná (Conseleite-PR), realizada nesta terça-feira (21), que aprovou o valor de referência projetado de R$ 1,7782 para o leite entregue em dezembro a ser pago em janeiro: alta de 2,17% maior que a projeção anterior.

Principal derivado lácteo e que responde por mais de 51% do mix de comercialização, o muçarela tinha sofrido desvalorização de 10% em novembro, mas recompôs parte das perdas, com alta de 3,4% em dezembro. No caso do queijo prato, os preços tiveram recuperação de 1,4% neste mês, depois de terem caído 7,6% em novembro. Responsável por 21% dos derivados comercializados, o UHT seguiu a essa dinâmica: o produto despencou 10% no mês passado, mas reagiu e recompôs 6,4% das perdas.

Outros itens comercializados em menor escala também reagiram, depois de terem perdido preço em novembro. É o caso, por exemplo, do requeijão, do parmesão, do provolone, da manteiga e da bebida láctea. Outros produtos, como o leite spot, o leite pasteurizado e o doce de leite atravessaram novembro e o início de dezembro em estabilidade. Uma das exceções foi o leite em pó, cujos preços tiveram alta significativa em dezembro, mas em razão da variedade do derivado: 95% do produto comercializado foi de leite em pó integral, que é mais caro.

Mudança na presidência

A reunião também registrou a troca na presidência do Conseleite-PR. Ronei Volpi, que comandava o colegiado representando o Sistema FAEP-SENAR-PR passou o bastão a Wilson Thiesen, indicado do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Derivados do Paraná (Sindileite-PR). Volpi passa a ocupar a vice-presidência do Consleite-PR até o fim de 2022, quando termina o biênio do atual mandato.

“Estou terminando meu décimo mandato na presidência do Consleite-PR. Devo dizer que deve ser a última vez que deixo essa presidência. Com 50 anos de atividades profissionais no fim do ano que vem, devo me afastar da atuação institucional”, anunciou Volpi.

Em sua primeira fala como presidente no atual mandato, Thiesen comentou a crise do setor e que, ao fim do ciclo, também pretende encerrar suas atividades institucionais. “Já passamos por crises intensas, mas esta tem um diferencial: ocorre por questões econômicas, de pandemia e a gente não vê o fim do túnel. Assim, não temos certeza de perspectivas”, disse Thiesen. “Tenho 62 anos de atividades profissionais e pretendo encerrar e ficar mais com a minha família”, acrescentou.

Fonte: CNA Brasil

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Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas

Alegrete paga pela negligência oficial

A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.

Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).

Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.

O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.

Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.

O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.

O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.

Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.

 

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Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis

A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.

João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.

Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.

Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.

Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.

Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.

A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.

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O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer

O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.

No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.

Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira

Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.

O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.

“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.

Expointer 2025

A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.

Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer

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