Agro Notícia
Presidente da CNA e Diretoria Executiva tomam posse
Brasília (13/12/2021) – O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, e os integrantes da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal da entidade tomaram posse na segunda (13), em solenidade ocorrida na sede da entidade, com a participação dos presidentes e representantes das 27 Federações Estaduais de Agricultura e Pecuária.
Martins foi reeleito em setembro por unanimidade para um mandato no quadriênio 2021/2025, juntamente com seis vice-presidentes e seis integrantes do Conselho Fiscal (três titulares e três suplentes) que formam a composição da chapa.

A posse foi dada pelo Conselho de Representantes, formado pelas federações dos 26 estados e do Distrito Federal. Os trabalhos foram conduzidos por Roberto Simões, 1º vice-presidente da CNA no quadriênio 2017/2021 e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) por 16 anos.
Em seu discurso ao conduzir os trabalhos da solenidade, Simões agradeceu a oportunidade de ter feito parte da diretoria. “Foi uma satisfação trabalhar com o presidente João Martins pela sua coragem e força de trabalho em conduzir essa casa com seriedade e transparência”. Em seguida, o 1º vice-presidente de Secretaria, Mário Borba, leu a ata de posse da nova Diretoria Executiva.

Na sequência, João Martins fez um balanço da sua gestão anterior. “O mundo mudou muito nesses quatro anos. Promovemos as mudanças necessárias ao novo momento em nosso sistema, além de outras, na linha da gestão que idealizei implantar”, afirmou o presidente no início do seu discurso.
Ao citar uma série de ações, Martins disse que as medidas tinham o “objetivo de tornar o sistema apto à defesa dos produtores, para auxiliar, com mais competência e vigor, a nossa crescente e pujante agropecuária brasileira”.
“Começamos a quebrar paradigmas e a construir uma nova imagem para o Sistema CNA/Senar, mostrando seriedade, competência e compromisso com o presente e o futuro do agro”, afirmou.

Martins destacou que a CNA está na vanguarda da defesa dos “reais interesses dos produtores rurais brasileiros” e que as colocações feitas pela entidade “passaram a ser respeitadas e acatadas pela lisura e o perfil estritamente técnico”.
O presidente da CNA falou da motivação que o levou a estar no Sistema, quando visualizou as potencialidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o que a instituição poderia fazer principalmente pelos pequenos e médios produtores. Uma dessas ações é a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), que deu “nova vida” ao Sistema.
“O Senar se posicionou como a força motora do sistema e é com esse cenário que vou alicerçar a nossa próxima gestão. Vamos massificar a assistência técnica, identificando e aproximando os produtores rurais dos sindicatos”.
Ao falar das metas para o futuro, Martins afirmou que o objetivo é chegar a 400 mil produtores em assistência técnica. “Vamos criar uma nova classe rural”.
Martins ressaltou, ainda, que na próxima gestão será lançado o programa Sindicatos Polos, com o intuito de tornar os sindicatos mais fortes. “Precisamos mostrar que quando estivermos falando em nome dos produtores rurais é porque temos uma base sindical representativa”.
Ele também alertou que o próximo ano será de eleição e que o Sistema CNA/Senar deve estar preparado para mostrar aos candidatos as reivindicações fundamentais para o desenvolvimento do setor. Ao final, João Martins ficou emocionado ao citar o apoio da família.
No comando da CNA desde 2015, João Martins tem uma trajetória profissional marcada pela defesa dos produtores rurais.
Composição da Diretoria Executiva e Conselho Fiscal (Quadriênio 2021-2025)
Presidente – João Martins da Silva Júnior (BA)
1º vice-presidente – José Mário Schreiner (GO)
2º vice-presidente – Gedeão Silveira Pereira (RS)
1º vice-presidente de Finanças – José Zeferino Pedrozo (SC)
2º vice-presidente de Finanças – Muni Lourenço Silva Júnior (AM)
1º vice-presidente de Secretaria – Mário Antônio Pereira Borba (PB)
2º vice-presidente de Secretaria – Júlio da Silva Rocha Júnior (ES)
Conselho Fiscal
Efetivos
Normando Corral (MT)
Raimundo Coelho de Sousa (MA)
Silvio Silvestre de Carvalho (RR)
Suplentes
Paulo Carneiro (TO)
José Álvares Vieira (RN)
Ivan Apóstolo Sobral (SE)
Veja fotos da posse da Diretoria e do Conselho Fiscal
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Fotos: Wenderson Araújo
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Agro Notícia
Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas
Alegrete paga pela negligência oficial
A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.
Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).
Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.
O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.
Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.
O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.
O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.
Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.
Agro Notícia
Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis
A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.
João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.
Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.
Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.
Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.
Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.
A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.
Agro Notícia
O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer
O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.
No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.
Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira
Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.
O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.
“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.
Expointer 2025
A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.
Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer
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