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Feira apresenta o campo para população urbana e contribui com renda de pequenos produtores rurais


A Feira Natural do Campo encerrou a edição 2021 nesta quarta-feira (08.12) e ao longo das sete semanas movimentou economicamente R$ 70 mil entre os produtos comercializados. Segundo pesquisa realizada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), 75,5% dos consumidores que passaram pelo evento não possuíam vínculo com o setor agropecuário.

O evento também foi uma oportunidade de apresentar os serviços ofertados pelo Senar-MT. Entre os entrevistados, 41% não tinham conhecimento sobre a oferta de treinamentos e programas da instituição. De acordo com o superintendente da instituição, Francisco Olavo Pugliesi de Castro, mais conhecido como Chico da Pauliceia, o evento proporcionou a aproximação entre o campo e a cidade. “Foi um evento em que a população urbana pode conhecer diretamente o produtor rural e aprender mais sobre o Senar-MT e os programas que a instituição oferece para quem já trabalha ou pretende trabalhar no campo”, afirmou Chico.

Para os produtores, a Natural do Campo representou uma oportunidade de valorização profissional: 96,8% acreditaram que a Feira valorizou a atividade como produtor rural e 96,4% possuem a intenção de participar de próximas feiras.

Segundo o coordenador da Assistência Técnica e Gerencial do Senar-MT, Armando Urenha, para o próximo ano há a possibilidade de expansão desse projeto. “Estamos analisando essas possibilidades de expandir, quem sabe, até para os municípios de origem desses produtores”.

Um dos objetivos iniciais era possibilitar a prática da comercialização entre os produtores rurais atendidos pela ATeG. Segundo o coordenador, a Feira agregou conhecimento aos atendidos. “Durante essas edições esforçamos para passar ao produtor rural como é a postura comercial, como melhor precificar o seu produto, a apresentar o produto de forma mais agradável, possibilitamos o contato com o consumidor e terminamos com um saldo positivo”.

Para o produtor rural Gerson Nunes, a experiência foi fundamental para o seu negócio. “Quando nós vendemos, nós somos o dono da mercadoria e do valor dela. E o Senar-MT nos deu essa oportunidade de trazer o produto e de vender diretamente ao consumidor”, avaliou.

O que mais agradou a produtora rural Rita de Cássia, do Distrito de Aguaçu, foi a oportunidade dela apresentar a variedade de produtos que cultiva. “Lá na roça a gente planta diversidade. A gente planta limão taiti, abobrinha e outras variedades. Posso trazer um pouquinho de cada coisa para o pessoal poder escolher”, afirma.

Natural do Campo – A Feira foi uma realização do Senar-MT, Sindicatos Rurais e Shopping Estação Cuiabá. Participaram cerca de 30 produtores rurais de seis municípios mato-grossenses: Cuiabá, Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento, Campo Verde, Tangará da Serra e Barão de Melgaço.

Fonte: CNA Brasil

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Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas

Alegrete paga pela negligência oficial

A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.

Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).

Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.

O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.

Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.

O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.

O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.

Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.

 

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Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis

A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.

João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.

Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.

Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.

Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.

Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.

A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.

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O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer

O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.

No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.

Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira

Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.

O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.

“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.

Expointer 2025

A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.

Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer

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