Agro Notícia
Corrida Agro Fraterno promove saúde e solidariedade em Brasília
Representantes das entidades organizadoras da iniciativa
Brasília (12/12/2021) – A Corrida Agro Fraterno, promovida pelo Sistema CNA/Senar, pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e pelas entidades do Instituto Pensar Agro (Ipa), promoveu saúde e solidariedade no domingo (12), em Brasília.
“Ninguém queria a pandemia ou ver as pessoas passando fome. O agro segurou a economia brasileira durante a crise e temos a satisfação de, em um momento como esse, entregar ainda mais alimentos para quem precisa”, afirmou o consultor da CNA e presidente do Ipa, Nilson Leitão.

O evento reverteu todos os recursos arrecadados e doou mais de 9 toneladas de alimentos para duas instituições de caridade: Associação Casa de Apoio de Ceilândia (ACAC) e Instituto Reciclando o Futuro.
“Esse apoio é fundamental. Além de incentivar a solidariedade e o esporte na nossa sociedade, vai nos ajudar a atender milhares de famílias que tiverem a situação de vulnerabilidade ainda mais agravadas durante a pandemia”, disse a representante do Instituto Reciclando o Futuro, Renata D’Aguiar.
“Está sendo uma benção e uma grande emoção para nós. Atendemos a mais de nove mil famílias que estão sofrendo ainda mais com o desemprego e a falta de alimento agora. Com a ajuda da Corrida Agro Fraterno, poderemos proporcionar um Natal sem fome para milhares de pessoas”, declarou a presidente da ACAC, Joana D’Arc de Jesus.

A corrida reuniu, aproximadamente, quatro mil atletas e teve percursos de 10 km e 5 km em três categorias: masculino, feminino e pessoas com necessidades especiais (PNE). Foram distribuídos R$ 40 mil em premiação, além de troféus e bolsas de estudo na Faculdade CNA para os três primeiros colocados em cada categoria.
“É o coroamento de um gesto de fraternidade. O agro produziu na pandemia, abasteceu o Brasil, mas também atendeu aos mais vulneráveis com essas cestas distribuídas”, destacou a ministra da Agricultura Tereza Cristina.
A cerimônia de premiação contou com a presença do diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara, e da embaixadora do Canadá no Brasil, Jennifer May, além de autoridades políticas e representantes do setor agropecuário. A iniciativa também teve atrações como food trucks, Feira Segura com produtores rurais e brinquedos infláveis.
“Esse evento mostra a capacidade de mobilização do agro e que a população urbana acredita no nosso setor, além de promover uma aproximação com o esporte”, falou Daniel Carrara.

A iniciativa faz parte do Movimento Agro Fraterno, ação que uniu o setor agropecuário para garantir doações de alimentos e estimular a solidariedade durante a grave crise gerada pela pandemia da Covid. A campanha já registrou a doação de mais de 2,2 mil toneladas de alimentos em todo o Brasil.
A corrida teve patrocínio da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), CropLife Brasil, Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) e União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).
Esporte e empatia
Para o vencedor na categoria 5 km, Pablo Fagundes da Costa, de Anápolis (GO), a Corrida Agro Fraterno conseguiu unir duas ações importantes em um mesmo evento: promover a qualidade de vida e ajudar as pessoas mais necessitadas.
“É uma competição que valoriza atletas profissionais e amadores, além de arrecadar alimentos para pessoas que talvez tivessem dificuldades de alimentação no Natal”.

Neci Campos Alves, do Novo Gama (GO), participou da prova de 5 km com o filho Abel Campos Sousa, na categoria PNE. Ela ressaltou os benefícios do esporte no tratamento do jovem e a alegria de poder ajudar ao próximo.
“É muito bom saber que com um pouquinho você está contribuindo com o outro. De grão em grão a gente vai juntando e pode fazer uma grande diferença. Nesse momento de dificuldade, em que tanto se fala de empatia, aqui eu estou vendo ela colocada em prática”.

Confira todas as fotos do evento aqui.
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Agro Notícia
Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas
Alegrete paga pela negligência oficial
A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.
Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).
Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.
O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.
Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.
O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.
O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.
Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.
Agro Notícia
Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis
A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.
João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.
Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.
Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.
Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.
Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.
A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.
Agro Notícia
O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer
O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.
No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.
Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira
Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.
O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.
“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.
Expointer 2025
A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.
Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer
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