Agro Notícia
Dia da Silvicultura – Setor florestal cresce e gera renda para o país
Brasília (07/12/2021) – O Brasil possui 9,8 milhões de hectares de florestas plantadas, o que corresponde a 1% do território nacional, com grande estoque de 1,88 bilhão de toneladas de gás carbônico (CO2) equivalente.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 76% da produção total de florestas no país é destinada ao eucalipto e 20% ao pinus, garantindo as maiores taxas de produtividade de florestas plantadas do mundo, sendo 39 metros cúbicos de hectare para eucalipto e 31 m3/ha para pinus.
O Dia Nacional da Silvicultura é celebrado nesta terça (7) e o Sistema CNA/Senar parabeniza os silvicultores e toda a cadeia que se dedicam à produção de produtos florestais.
A silvicultura tem grande importância para a economia brasileira. De janeiro a outubro de 2021, os produtores florestais foram responsáveis por 11% das exportações, totalizando uma receita cambial de US$ 11,3 bilhões.
Veja o depoimento de silvicultores:
AMADOR REIS DE MATOS

Lamim – Minas Gerais
O silvicultor Amador Reis, da Zona da Mata de Minas, planta eucalipto em 30 hectares para produzir carvão vegetal. “Na propriedade eu planto, cuido, colho e produzo meu carvão nos fornos de barranco e fornalha”.
Segundo o produtor, apesar de criar algumas vacas leiteiras e produzir silagem, o carvão vegetal é a sua principal fonte de renda. “Antes, eu plantava as mudas de sacolinha, feitas em casa mesmo. Hoje, faço uso do eucalipto clonado, que cresce muito mais rápido”.
Amador contou que já fez diversos cursos do Senar Minas e todo aprendizado foi colocado em prática. “Participei de cursos de como fazer mudas de eucalipto, como produzir carvão e também como operar uma motosserra”.
A propriedade de Reis é um exemplo de produção sustentável. Além de ter florestas plantadas e área de preservação de mata nativa, a fazenda de 60 hectares é sede de uma unidade demonstrativa de produção de carvão vegetal utilizando uma tecnologia desenvolvida pela Universidade Federal de Viçosa (UFV).
A unidade foi construída pelo Projeto Siderurgia Sustentável, executado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e com coordenação técnica do Ministério do Meio Ambiente. Na propriedade de Amador foi instalado um sistema de forno-fornalha. Na prática, o eucalipto é colocado nos fornos de tijolo que estão ligados a uma fornalha, onde gases poluentes são queimados.
A Unidade Demonstrativa da Zona da Mata mineira também recebe instrutores e técnicos da Emater-MG e do Senar Minas para treinamentos e capacitações.
JOÃO FAVERO NETO

Aparecida do Taboado – Mato Grosso do Sul
Em 2007, João Favero Neto adquiriu uma propriedade rural no município de Aparecida do Taboado, a 450 quilômetros de Campo Grande (MS), para investimento pessoal. No mesmo ano João dividiu igualmente a propriedade e iniciou o plantio de seringueira e eucalipto.
“Atualmente são 58 mil seringueiras, sendo 32 mil em produção (extração de látex) e o restante em formação. O eucalipto, para lenha e celulose, já está na fase de ciclo de corte”, explicou Favero.
Segundo o heveicultor, é necessário ter paciência para iniciar na atividade. “A produção da seringueira começou no 7º e 8º ano e no início são extraídos apenas 3 quilos de látex, até alcançar os 9 quilos”.
João Favero tem o Senar/MS como um grande parceiro. Os cursos de Formação Profissional Rural e a Assistência Técnica e Gerencial da entidade auxiliaram na gestão da propriedade, aumentando a produtividade de látex.
“O Senar já era nosso parceiro antes de tratar o látex. A heveicultura não é uma atividade tradicional na região, então nos aproximamos do Senar e recebemos orientação desde a época de formação das árvores, até hoje no desenvolvimento”, destacou Neto.
Assessoria de Comunicação CNA, em parceria com as Federações de Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg) e do Mato Grosso do Sul (Famasul)
Telefone: (61) 2109-1419
flickr.com/photos/canaldoprodutor
twitter.com/SistemaCNA
facebook.com/SistemaCNA
instagram.com/SistemaCNA
facebook.com/SENARBrasil
youtube.com/agrofortebrasilforte
Agro Notícia
Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas
Alegrete paga pela negligência oficial
A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.
Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).
Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.
O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.
Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.
O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.
O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.
Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.
Agro Notícia
Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis
A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.
João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.
Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.
Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.
Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.
Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.
A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.
Agro Notícia
O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer
O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.
No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.
Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira
Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.
O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.
“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.
Expointer 2025
A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.
Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer
-
Cidade5 anos atrás
Cavalarianos desfilam pelas ruas do Alegrete em homenagem ao 20 de Setembro
-
Polícia5 anos atrás
Racismo em Alegrete. Idosa é gravada xingando com injúria racial
-
Manchete5 anos atrás
Jovem médica alegretense morre em acidente na 290
-
Cidade6 anos atrás
Folia e diversão no enterro dos ossos da descida dos blocos 2020
-
Polícia2 anos atrás
Acidente fatal faz vítima fatal mulher jovem de 28 anos
-
Polícia3 anos atrás
Advogada é surpreendida por depoimento de Emerson Leonardi
-
Esportes4 anos atrás
Pauleira em baile viraliza nas redes sociais
-
Polícia5 anos atrás
Atualizado. Carro com placas de Alegrete é esmagado por Scânia em Eldorado


