Agro Notícia
Sindicatos Rurais do Araguaia comemoram a chegada do Polo Tecnológico do Senar-MT
Com a expectativa de realizar os primeiros cursos já no início de 2022, o Polo Tecnológico do Araguaia que será construído pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) deixou as lideranças da região bem animadas. Dentro de 40 hectares doados pela prefeitura de Água Boa serão construídos três blocos. A expectativa é que tudo fique pronto em três anos.
De acordo com o superintendente do Senar-MT Francisco Olavo Pugliesi de Castro, conhecido como Chico da Pauliceia, como os treinamentos da instituição têm aulas práticas, haverá condições de começar a trabalhar na área fazendo as aulas práticas dos treinamentos ofertado pelos Sindicatos Rurais da Região e a instituição. “Vamos colocar containers para atender a demanda inicial e, paralelamente, vamos construindo”.
Com potencial para treinar cerca de 8.400 pessoas por ano, o Polo Tecnológico do Araguaia terá 15 salas de aula amplas. Também terá quatro espaços específicos que incluem uma cozinha escola, uma sala de simulação de pulverização e mais dois espaços para aulas de informática.
No espaço de 7.138,61 m² serão construídos quatro blocos. Um será para administração com espaço multiuso no andar superior e, mais uma recepção e um auditório para 130 pessoas. O bloco dois será um galpão de máquinas, o três será para a educação formal e o quatro será o refeitório, com sala de aula gastronômica, vitrine e cozinha.
Esta unidade terá pivô central, estrutura para formação de brigadistas, antena para cobertura de internet e cabeamento de fibra ótica. O centro de treinamento do Araguaia terá ainda como estrutura de apoio, estacionamento de veículos e ônibus, acesso separado para veículos pesados, área de abastecimento e lava-jato, depósito fitossanitário, galeria de lixo com segregação, usina fotovoltaica, alojamento e casa para o caseiro.
COM A PALAVRA OS PRESIDENTES DOS SINDICATOS RURAIS
Água Boa – Geraldo Antônio Delai – “A educação, informação e o conhecimento nunca são demais para as pessoas. A mão de obra qualificada sempre foi uma dificuldade para a nossa região. A chegada de uma estrutura como esta do Senar-MT irá facilitar de forma considerável a capacitação dos nossos colaboradores. A capacidade de treinar mais de oito mil pessoas por ano vai dar um salto significativo nesta área. Estamos otimistas.”
Campinápolis – Joaquim José de Almeida – “Sempre tivemos dificuldade com o ensino e a educação em nosso município. Este Polo Tecnológico contribuirá com a formação profissional dos nossos moradores. Tenho certeza que será um grande sucesso. Aprender nunca é demais, ainda mais com uma estrutura como esta que o Senar-MT está propondo. Nós de Campinápolis vamos utilizar muito o Centro de Treinamento.”
Canarana – Alex Wisch – “Em Canarana não conseguíamos realizar muitos treinamentos por falta de espaço adequado e de maquinários. Com o CT instalado em Água Boa vamos demandar muitos cursos e, com isso, minimizar o gargalo que é a falta de mão de obra qualificada. Assim, como Campinápolis, vamos utilizar muito esta estrutura ofertada pelo Senar-MT e investir na mobilização para aumentar cada vez mais o número de capacitados.”
Gaúcha do Norte – Josenei Zamolin – “Para nós, o grande ganho foi ficar mais próximo de um Centro de Treinamento. Era inviável mandar nossos alunos para Sorriso ou Campo Novo do Parecis. Outro ponto positivo é que os participantes dos cursos vão aprender a operar as máquinas utilizando aquelas que eles utilizam em seu dia a dia. Isso também vai acontecer com outros tipos de equipamentos e também com a parte prática de todos os cursos do Senar-MT. Com uma estrutura desta, tão próxima de nós, e todos querendo capacitar seus profissionais vamos ter um número maior de pessoas aptas para atuar no campo e, com isso, não teremos tanta rotatividade de profissionais.”
Querência – Gilmar Reinoldo Wentz – “Com a disponibilidade do Senar-MT buscar os alunos para fazer os cursos no Centro de Treinamento em Água Boa, tenho certeza que vamos melhorar muito e minimizar este gargalo que é a falta de mão de obra qualificada. Nosso empenho é aumentar o número de participantes em nossos treinamentos e fazer um bom uso deste Polo Tecnológico.”
Agro Notícia
Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas
Alegrete paga pela negligência oficial
A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.
Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).
Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.
O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.
Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.
O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.
O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.
Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.
Agro Notícia
Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis
A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.
João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.
Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.
Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.
Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.
Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.
A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.
Agro Notícia
O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer
O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.
No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.
Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira
Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.
O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.
“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.
Expointer 2025
A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.
Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer
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