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Jônadan Ma assume Comissão de Leite do Sistema FAEMG


O engenheiro agrônomo formado pela Esalq / USP (1981), empresário e diretor executivo do Grupo Araunah – Ma Shou Tao, Jônadan Ma, é o novo presidente da Comissão de Pecuária de Leite do Sistema FAEMG/SENAR/INAES/SINDICATOS. Ele também é vice-presidente da Cotrial (Cooperativa dos Produtores Rurais do Triângulo e Alto Paranaíba); presidente do Instituto Boa Fé de Apoio e Combate ao Câncer e presidente da FEBRAPDP (Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto) e da CAAPAS- Confederação das Associações Americanas para a Agricultura Sustentável.

Animado com a nova missão, diz que aceitou o desafio porque acredita que, com a soma de esforços, poderá contribuir para a mudança de problemas crônicos que afligem o setor, como por exemplo, o não cumprimento da Lei 12669 que determina que os laticínios informem  aos produtores de leite, o preço pago pelo litro do produto, até o dia 25 de cada mês, anterior à entrega.  Outra preocupação são os altos custos de produção.

Jônadan participou do 1º Encontro de Produtores de Leite do Triângulo, no último dia 29, em Monte Alegre de Minas, onde várias questões foram discutidas. Um documento com as principais reivindicações da classe está sendo elaborado e deverá ser concluído em 17/12 na primeira reunião da Comissão de Pecuária de Leite do Sistema FAEMG/SENAR/INAES/SINDICATOS, na sede do Sindicato dos Produtores Rurais de Uberlândia.

“Vamos expor a situação às lideranças, parlamentares e ao Ministério Público, por meio desse documento. É importante que o MP entre em ação e fiscalize o cumprimento das leis que existem para serem cumpridas em todas as suas instâncias”.

Entrevista
Por que os laticínios seguram tanto os valores que serão remunerados aos produtores?  

Esse é um problema é crônico. A maior parte dos laticínios espera o fechamento do mês para informar quanto pagará aos produtores. Colocam a margem de lucro que querem e, com o que sobra, remuneram seus fornecedores. Entendemos que isso também é motivado pela instabilidade econômica, de mercado  e cambial do país. As empresas sentem-se inseguras para trabalhar com prefixação de preços ao produtor. Mas o elo mais fraco não pode ser sempre o produtor. Isso tem que acabar!

Foto: Wenderson Araujo/CNA

Quais são as consequências dessa situação?

Sabemos que a pecuária leiteira no Brasil é fundamentada nos pequenos e médios produtores. Essa situação de desequilíbrio e prejuízos crônicos provoca o desmonte dessa estrutura, acelerando o êxodo rural com todas as consequências que já conhecemos. Tem muito produtor de leite vivendo em condições indignas, ganhando menos do que um funcionário menos graduado de uma empresa na capital, ou grande cidade.

Como poderíamos viabilizar a atividade leiteira desses pequenos e médios produtores? 

Resgatando a autoestima deles, fazendo com que continuem a sonhar e acreditar que é possível crescer na atividade. E, também, unindo a classe para que o produtor de leite seja visto como uma categoria compacta, unida e com objetivos claros, com sua importância devidamente reconhecida, por meio a devida valoração de seu produto e trabalho. Razões e desculpas existem muitas. É preciso que produtor tenha vontade de mudar de vida. Que reconheça o seu valor e sua importância. Quem entendeu isso e está correndo atrás, está tendo resultados. É só não jogar a toalha.

Nesse sentido, qual é peso da assistência técnica? 

Peso máximo. A assistência técnica é primordial. De um modo geral, temos uma boa rede. Existem belos trabalhos como o da Emater e o Balde Cheio, agora ATeG/Balde Cheio… Mas o produtor tem que tomar as iniciativas e correr atrás.  O preço também é consequência do trabalho.

Foto: Wenderson Araujo/CNA


RAIO X

Jônadan nasceu em São Paulo em 1959. Filho de imigrantes chineses que vieram para o Brasil no final da década de 50, fugindo do país recém-tomado pelo comunismo. Em 1973, seus pais adquiriram terras no Triângulo e, desde então, ele se apaixonou pelo meio rural.

Jônadan é criador de girolando. Produz leite, soja e grãos há 36 anos na Fazenda Boa Fé, em Conquista. É casado com Ângela, pai da Ana, do Enos e do Samuel e avô de 7 netos.

Seu hobby é “passear no meio das vacas e das lavouras”. Isto porque o trabalho, além de negócio, é amor e dedicação. Mas, nos fins-de-semana, gosta muito de estar com a família, saborear uma boa comida,  com bons vinhos e queijos.

Fonte: CNA Brasil

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Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas

Alegrete paga pela negligência oficial

A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.

Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).

Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.

O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.

Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.

O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.

O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.

Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.

 

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Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis

A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.

João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.

Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.

Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.

Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.

Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.

A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.

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O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer

O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.

No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.

Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira

Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.

O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.

“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.

Expointer 2025

A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.

Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer

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