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Comissão de Mulheres da FAEP intensifica ações de mobilização


Na última quinzena de novembro, a Comissão Estadual de Mulheres da FAEP realizou uma série de eventos para alinhar ações e fomentar a mobilização feminina no meio rural. Nos dias 22 e 23 do mês passado, as coordenadoras estaduais estiveram reunidas no Centro de Treinamento Agropecuário de Ibiporã (CTA), do Sistema FAEP/SENAR-PR, no Norte do Paraná, para elaborar o planejamento estratégico para 2022.

“A comissão agora se prepara para entrar em uma nova fase. Quando começamos, éramos algumas mulheres que se conheciam. Ao longo deste primeiro ano o grupo ficou mais   maduro e integrado. Estamos unidas pela vontade de fazer esse movimento feminino acontecer”, destaca a coordenadora da Comissão Estadual de Mulheres da FAEP, Lisiane Rocha Czech. Além da organização do planejamento estratégico para o próximo ano, o grupo revisou o que foi colocado em prática em 2021, constatando que todos os itens da proposta foram cumpridos. Ainda, a comissão participou de uma apresentação do workshop Agro PRO, iniciativa desenvolvida pelo Sistema FAEP/SENAR-PR e que faz parte do Programa de Sustentabilidade Sindical (PSS). O objetivo deste projeto é demonstrar a importância da representatividade para o produtor rural, por meio de dinâmicas e jogos.

Encontro em Sertanópolis

No dia 24 de novembro, as coordenadoras estaduais es- tiveram em Sertanópolis, 28 quilômetros de distância de Ibiporã, para uma visita técnica ao Moinho Globo, empresa líder no setor de moagem e processamento de trigo no Paraná. A presidente da empresa, Paloma Venturelli, no cargo desde abril, conversou com o grupo, por representar este movimento ascendente de mulheres em cargos de liderança. Ela é a primeira mulher a assumir o cargo em 67 anos do Moinho Globo. Segundo Lisiane, a visita foi um momento de imersão para a comissão estadual, que pode trocar ideias e adquirir conhecimento a partir da experiência da presidente.

Por fim, o grupo participou de uma mobilização do Sindicato Rural de Sertanópolis para a criação de comissões locais. A ação vem sendo desenvolvida em diversas regiões do Estado para fortalecer os sindicatos rurais e aumentar a representatividade feminina no campo.

O evento reuniu 76 mulheres da região e contou com a participação de autoridades, como a prefeita de Sertanópolis, Ana Ruth Secco, e a presidente da Câmara Municipal, Leila de Cassia Pissinati Gomes. Também estiveram presentes colaboradores e integrantes da diretoria dos sindicatos rurais de Alvorada do Sul, Ibiporã e Londrina, além de Sertanópolis. “Com o apoio que estamos recebendo, nos sentimos mais fortes e corajosas. É emocionante ver tantas mulheres se sentindo motivadas. As comissões locais têm sido importantes porque percebem que esse movimento está acontecendo em outros lugares e querem participar também. O sistema só tem a ganhar com isso”, avalia Lisiane, que também é presidente do Sindicato Rural de Teixeira Soares e vice-presidente da FAEP.

Fonte: CNA Brasil

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Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas

Alegrete paga pela negligência oficial

A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.

Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).

Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.

O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.

Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.

O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.

O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.

Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.

 

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Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis

A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.

João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.

Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.

Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.

Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.

Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.

A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.

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O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer

O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.

No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.

Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira

Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.

O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.

“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.

Expointer 2025

A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.

Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer

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