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Famato representa pantaneiros em Audiência Pública na ALMT


A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) representou os produtores rurais, com propriedades no Bioma Pantanal, na Audiência Pública de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani, promovida na segunda-feira (29/11), na Assembleia Legislativa (ALMT). O objetivo foi discutir o “Estatuto do Pantanal e a Renovação do Pantanal Mato-grossense”.

A proposta do senador Wellington Fagundes, autor do Projeto de Lei (PL) 5.482/2020, que poderá se tornar o Estatuto do Pantanal, estabelece a definição do bioma, sua abrangência e diretrizes, compreendendo a aplicação da legislação ambiental existente, ações voltadas para garantir a sustentabilidade socioambiental e a proteção dos cursos hídricos e nascentes. Além disso, trata de políticas públicas integradas entre os estados do Pantanal, do incentivo a atividades que conservem o ecossistema e de instrumentos de planejamento territorial, como o zoneamento ecológico-econômico.

O debate contou com a participação da gestora do Núcleo Técnico da Famato, Lucélia Avi, senador Wellington Fagundes, produtores rurais pantaneiros, os presidentes de sindicatos rurais Raul Santos (Poconé) e Ida Beatriz (Cáceres), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), as Polícias Militar Ambiental e Corpo de Bombeiros, Ministério Público Estadual (MPE), Fórum Agro e representantes de entidades do agro.

Além de Cattani, autor do debate, estiveram presentes os deputados estaduais Carlos Avallone, Dilmar Dal Bosco e Wilson Santos.

Em nome dos pantaneiros, a gestora Lucélia Avi apresentou parte da realidade vivida pelos produtores, situação do Bioma Pantanal e legislações vigentes e em discussão.  Lucélia também elencou as ações da Famato na defesa do pantaneiro que vive e trabalha no Pantanal, assim como as reuniões com equipes técnicas do Legislativo e Executivo estaduais e do Senado Federal.

“O produtor rural pantaneiro conhece melhor do que ninguém a realidade do Pantanal. É ele que deve ser ouvido, é o pantaneiro que sabe como cuidar do bioma, limpar, preservar, produzir de forma sustentável e evitar que o Pantanal acabe”, discursou a gestora.

Lucélia apresentou o projeto Fazenda Pantaneira Sustentável (FPS), que começou em 2018 para auxiliar os produtores rurais a se desenvolverem economicamente na região e de forma sustentável. Ao todo, 15 propriedades rurais são assistidas pelos pesquisadores da Embrapa Pantanal e técnicos do Sistema Famato e estão localizadas nos municípios de Poconé, Cáceres, Rondonópolis, Itiquira e Barão de Melgaço. A expectativa é de que o projeto seja ampliado para mais 15 novas propriedades rurais do Pantanal.

Na oportunidade, representantes do Corpo de Bombeiros falaram sobre as queimadas, resultantes da pior seca do Pantanal nos últimos 50 anos, onde cerca de 30% do bioma foi consumido pelo fogo. Também foram apresentados os planos e ações para o uso responsável de planos de manejo, com uso do fogo, para evitar a formação e propagação de incêndios florestais.

Para a presidente do Sindicato Rural de Cáceres, Ida Beatriz, o que deve ser preservado é o produtor rural pantaneiro, porque é ele que realmente preserva o Pantanal. “O pantaneiro respira o Pantanal, lá produzimos, trabalhamos, alimentamos e somos alimentados. Queremos fazer mais pelo Pantanal, mas estamos travados nas burocracias. Precisamos ser ouvidos. O Pantaneiro tem que ter voz. O Pantanal pede socorro, nós produtores pedimos socorro. Precisamos salvar o Pantanal”, disse a presidente que também é produtora rural.   

Raul Santos, produtor, neto e bisneto de pantaneiros, falou da dor de ver o Pantanal tratado como está. “Os pantaneiros estão vendendo suas terras, estão indo embora. Estão de mãos atadas. Todo o tempo esbarrando em legislações que não atende os anseios do Pantanal. Somos nós que vivemos e trabalhamos em terras pantaneiras, sabemos onde estão os desafios e o que precisa ser feito para salvar o Pantanal, o bioma, e tudo que há vida naquele lugar”, desabafou Raul.

O pecuarista Cristóvão Afonso da Silva reforçou o pedido de que os pantaneiros precisam ser escutados. “É preciso dar voz aos produtores pantaneiros. É preciso ouvir o pantaneiro. É ele, mais do que ninguém, que conhece a realidade do Pantanal. Não precisamos mais de leis, de projetos e de papel. Projetos de Lei já temos muitos, precisamos de ações que resolvam o problema definitivamente. E para que isso ocorra é preciso ouvir quem sente a dor da terra, a dor do Pantanal”, disse Cristóvão.

Também participaram representando a Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Amado de Oliveira, o presidente da Associação dos Criadores de Suíno de Mato Grosso (Acrismat), Itamar Canossa, presidente da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), Juliano Jorge, presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, e a analista de Meio Ambiente da Famato, Laura Rutz.

Fonte: CNA Brasil

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Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas

Alegrete paga pela negligência oficial

A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.

Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).

Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.

O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.

Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.

O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.

O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.

Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.

 

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Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis

A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.

João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.

Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.

Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.

Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.

Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.

A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.

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O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer

O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.

No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.

Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira

Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.

O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.

“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.

Expointer 2025

A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.

Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer

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