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​Produtores rurais atendidos pela ATeG em Novo Remanso recebem ação de Saúde Preventiva no Campo


No sábado (27), o Senar-AR/AM realizou uma ação de Saúde Preventiva no Campo, na comunidade de Novo Remanso, no município de Itacoatiara. A iniciativa visou atender produtores rurais assistidos pelo programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) e suas famílias. O evento aconteceu na Escola Municipal Petrônio Augusto Pinheiro. Ao todo, foram realizados 40 atendimentos médicos (Clínico Geral), 35 exames laboratoriais, além de vacinação contra Covid-19, atendimentos de fisioterapia, psicologia, enfermagem, assistência social, corte de cabelo e barbearia. Os participantes também puderam assistir palestras orientativas durante o dia.

O Senar-AR/AM contou com a participação de diversos parceiros no evento: Sindicato Rural de Itacoatiara, Sebrae Itacoatiara, Senac Itacoatiara, Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejusc), Nobre Saúde – Manaus, Drogaria Rio Amazonas – Itacoatiara, Associação dos Policiais e Praças dos Bombeiros do estado do Amazonas, UBS de Novo Remanso e Unimed Manaus.

O presidente do Senar-AR/AM, Muni Lourenço, ressaltou, na abertura do evento, a atuação da instituição também na área de Promoção Social. “O Senar está preocupado sempre também com a parte social da área rural. Nós sabemos que muitas vezes há dificuldade das famílias rurais terem acesso a serviços de saúde. Para isso, o Senar-AR/AM tem também uma atuação voltada para esta área, tudo isso gratuitamente”, destacou.

A Superintendente do Senar-AR/AM, Jeyn’s Alves, deu as boas-vindas à comunidade presente na ação e deu início às atividades. “Essa é uma ação voltada para os produtores assistidos pela ATeG para que a gente complete esse leque com capacitação, assistência técnica e agora com o programa de saúde preventiva, fechando um ciclo de produtividade”, disse durante a abertura.

Também estiveram presentes na abertura do evento, o presidente do Sindicato Patronal Rural de Itacoatiara, Alcemir Lima e o Assessor da Presidência, Marcos Pinheiro, representando a Faea. 

A pecuarista assistida pelo programa de ATeG na comunidade, Samara Araújo da Silva, foi uma das pessoas atendidas durante a ação. “A ação é de suma importância porque ela nos trouxe vários benefícios, como palestras de saúde e serviços de saúde que não temos à disposição. O que é mais gratificante, é que os serviços são gratuitos, o que beneficiou a comunidade. Eu realizei exames que aqui não é fácil. Temos que nos deslocar até Itacoatiara ou Manaus. Me sinto privilegiada em participar dessa ação”, comemorou.

Comercialização de produtos

Na oportunidade, alguns produtores puderam expor e comercializar seus produtos. O pecuarista e produtor de abacaxi, também assistido pelo ATeG, Mozart Pacheco, foi um deles. Na ocasião ele falou sobre a importância do programa para ele e para a comunidade. “Para mim está sendo uma honra ter o acompanhamento de ATEG, um parceiro que está atendendo os produtores da região e eu sou feliz por estar fazendo parte desse público”, disse.

O produtor de abacaxi, banana, cupuaçu e pecuarista, Gerbson Lucas Barros, que é aluno do Curso Técnico em Agronegocio, também participou com a venda de seus produtos. “O ATeG tem sido muito importante pra gente. Tem aumentado nossa produção, nossa qualidade de vida, nosso rendimento, lucro. Deixamos algumas perdas de lado e pra mim está sendo muito bom e muito importante. Nota 10 para o Senar-AR/AM através do nosso sindicato.”

O programa

O foco do programa saúde preventiva rural é reunir atividades relacionadas à área de saúde com enfoque educativo e preventivo, objetivando mudanças de comportamento individual e coletivo, de forma que eles se conscientizem da responsabilidade de cada indivíduo e da comunidade como um todo na busca de suas satisfações físicas, mentais e sociais e com perspectiva de melhoria da qualidade de vida da população rural.

Fonte: CNA Brasil

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Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas

Alegrete paga pela negligência oficial

A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.

Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).

Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.

O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.

Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.

O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.

O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.

Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.

 

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Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis

A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.

João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.

Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.

Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.

Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.

Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.

A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.

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O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer

O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.

No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.

Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira

Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.

O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.

“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.

Expointer 2025

A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.

Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer

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