Agro Notícia
Famato participa da I Jornada Nacional de Policiamento Rural
A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) participou da I Jornada Nacional de Policiamento Rural: Práticas e Tendências nesta semana (23/11), em Sinop. O evento é uma iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e encerra nesta quinta-feira (25).
A iniciativa contou com a presença do Secretário Nacional de Segurança, Carlos Pain, prefeito municipal de Sinop, Roberto Dorner, diretor e segundo vice-presidente da Famato, Marcos da Rosa, representantes das polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal de vários estados brasileiros e presidentes de sindicatos rurais da região norte do estado.
Marcos da Rosa falou sobre o projeto “Patrulha Rural Georreferenciada” implantado em Mato Grosso pela Polícia Militar (PM) junto com os produtores rurais. O projeto começou no Sindicato Rural de Rondonópolis, apoiado pela Famato, com o objetivo de coibir os crimes nas propriedades rurais.
Segundo Marcos da Rosa, a Patrulha Rural Georreferenciada tem o objetivo de estreitar o vínculo de confiança entre os produtores rurais e a Polícia Militar, facilitando a localização das propriedades e garantindo mais segurança no atendimento às comunidades que vivem e trabalham no campo.
“A patrulha rural era uma necessidade e está se tornando uma realidade. A patrulha é uma importante aliada no combate aos crimes praticados no campo, a exemplo de roubos e furtos, conferindo mais agilidade nos atendimentos às ocorrências e intensificando a eficiência na segurança rural”, afirmou Marcos da Rosa.
A parceria, entre o Sistema Famato e a PM prosperou e já são mais de 10 Sindicatos Rurais de Mato Grosso envolvidos no programa. Em 2021 já foram cadastradas 1.600 propriedades rurais e cerca de 700 placas fixadas nas fazendas.
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) também é parceiro do Projeto de Patrulhamento Rural. O papel da instituição é capacitar e qualificar os militares para que eles possam utilizar equipamentos modernos como drones e outros para atingir áreas maiores na hora de fazer o patrulhamento. O Senar-MT já fez mais de 10 treinamentos para policiais militares que fazem parte deste projeto.
Em Sinop, os produtores rurais contam com o apoio do 3º Comando Regional de Polícia Militar, comandado pelo Coronel Wesley de Castro Sodré, que atua à frente do policiamento no campo.
Entre os temas apresentados na jornada estavam as ações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no combate a ilícitos com mercadorias, bens e materiais agropecuários; ações especializadas de investigação de crimes rurais; a atuação da Polícia Rodoviária Federal no combate ao roubo de cargas; investigação criminal qualificada no enfrentamento aos crimes rurais, além de experiências exitosas de estados que atuam no combate à criminalidade no campo.
As palestras foram conduzidas por especialistas e integrantes do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).
Também participaram as secretárias municipais, Faira Strapazzon (Governo e Projetos Estratégicos), Ivete Mallmann (Meio Ambiente), o Procurador Geral de Sinop, Ivan Schneider, o presidente da União das Entidades de Sinop (Unesin), Carlos Henrique Fonseca e autoridades locais e nacionais.
Agro Notícia
Sisb. Entre falsas promessas e atrasos, apenas duas agroindústrias são reabilitadas
Alegrete paga pela negligência oficial
A narrativa oficial divulgada pela Prefeitura de Alegrete tenta vender como “conquista” aquilo que, na realidade, é apenas a correção de uma falha grave de gestão.
Desde novembro de 2025, nove agroindústrias do município foram desabilitadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) justamente porque o Executivo municipal não cumpriu os trâmites legais exigidos para manter a certificação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI).
Durante estes meses, produtores locais ficaram à mercê de informações desencontradas e até falsas, enquanto a economia rural sofria com a paralisação de atividades que dependem diretamente do selo de inspeção para comercializar em escala nacional.
O prejuízo não foi apenas financeiro: a credibilidade do setor agroindustrial de Alegrete foi colocada em xeque, afetando trabalhadores, consumidores e a imagem do município.
Somente agora, após a Prefeitura finalmente se enquadrar nas normas legais, o MAPA autorizou a reabilitação de duas agroindústrias — o Matadouro São Jorge e a Agroindústria Super Ícaro. É importante destacar que essa decisão não representa uma vitória política, mas sim um reparo tardio a um problema criado pela própria administração municipal.
O discurso triunfalista da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, ao anunciar a retomada da certificação, ignora o fato de que a desabilitação inicial foi consequência direta da negligência administrativa.
O que se apresenta como “nova fase” deveria ser encarado como um alerta: sem responsabilidade e transparência, o setor produtivo continuará vulnerável a decisões equivocadas e à falta de rigor no cumprimento das exigências legais.
Em resumo, a reabilitação de apenas duas agroindústrias não apaga os meses de prejuízo e insegurança enfrentados pelo setor. Alegrete precisa menos de discursos comemorativos e mais de gestão eficiente, capaz de garantir estabilidade e confiança para quem produz e para quem consome.
Agro Notícia
Produtores de Alegrete enfrentam prejuízos crescentes com ataques de javalis
A presença descontrolada de javalis tem se tornado uma ameaça constante à produção agropecuária em Alegrete, na região da Campanha Gaúcha. Além de devastarem lavouras, os animais silvestres agora avançam sobre criações de ovelhas e outros animais de pequeno porte, gerando prejuízos incalculáveis aos produtores locais.
João Pacheco, produtor com propriedades nas localidades de Pai Passo e Rincão de São Miguel, relata que os ataques são frequentes e devastadores. “Deixei de criar cordeiros no Pai Passo porque não ficava nenhum vivo. É lamentável e acarreta prejuízos a quem produz e trabalha”, afirma. Segundo ele, nem mesmo os pequenos produtores são poupados, e as perdas nas lavouras são difíceis de mensurar.
Apesar de possuir licença do Exército e do Ibama para realizar a caça controlada dos javalis, Pacheco denuncia a burocracia e os altos custos envolvidos na aquisição de armas e munições. Enquanto isso, os animais continuam se proliferando e atacando rebanhos e plantações. “Eles comem cordeiros, terneiros, destroem lavouras e ninguém faz nada para conter essa procriação”, lamenta.
Uma das estratégias adotadas por produtores da região tem sido a instalação de gaiolas para captura dos javalis. No entanto, a eficácia das armadilhas é limitada. “Às vezes demora meses para que algum seja atraído e preso”, explica Pacheco.
Além dos prejuízos econômicos, há também impactos ambientais. Os javalis têm atacado ninhos de aves que se reproduzem no chão, como o quero-quero e corujas, colocando em risco a biodiversidade local. “Isso poderá acarretar inclusive a extinção de aves e pequenos animais silvestres”, alerta o produtor.
Pacheco também critica a falta de compreensão por parte da sociedade sobre o trabalho dos agricultores. “Muitos acham que destruímos, mas estamos preservando cada vez mais. Seguimos as leis e precisamos das terras”, defende.
A situação em Alegrete evidencia a urgência de políticas públicas mais eficazes para o controle da população de javalis e o apoio aos produtores que enfrentam essa ameaça diariamente.
Agro Notícia
O sábado de calor atrai grande público no primeiro dia da Expointer
O termômetro já batia os 35 graus em torno das 15h deste sábado (30/8), na área central do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil.
No local, havia movimento frenético do público que se dividia entre uma grande variedade de atrações da Expointer, como artesanato, programação de shows, degustação, maquinário agrícola, Freio de Ouro, exposições e julgamento de animais, banho de leite, Pavilhão da Agricultura Familar, gastronomia, Pavilhão dos Pequenos Animais, parque de diversões, palestras e oficinas.
Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai. “Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”, contou.
Prestigiando a produção e a pujança do RS na feira
Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado.
O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã. “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo. “Na feira, eu gosto de ver os animais bonitos”, disse Iris.
“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”, finalizou Paulo.
Expointer 2025
A 48ª Expointer segue até 7 de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, reunindo mais de 800 eventos e atrações ligadas ao agronegócio. A previsão do tempo para domingo (31/8) é de um dia parcialmente nublado, com temperaturas próximas dos 30 graus.
Texto: Rodrigo Martins/Ascom Espointer
Edição: Camila Cargnelutti/Ascom Expointer
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