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Frio de 15ºc abaixo de zero na Argentina e vai esfriar mais no RS

Ar polar que chega ao Rio Grande do Sul derrubou a temperatura na Argentina e uma nova incursão de ar gelado muito mais forte avançará pelo país vizinho na segunda metade da semana.

Temperatura cai muito no Brasil a partir do sábado (19) | Notícias

A massa de ar polar que começa a ingressar no Rio Grande do Sul derrubou a temperatura na Argentina nas últimas horas com mínimas muito baixas na região da capital Buenos Aires e no interior do país. O frio mais intenso começa a se fazer sentir também no Uruguai com o avanço do ar gelado.

A temperatura mínima desta terça-feira no Aeroporto Internacional de Ezeiza, na Grande Buenos Aires, foi de 0,4ºC abaixo de zero. No observatório central de Villa Ortúzar, do Serviço Meteorológico Nacional (SMN), na cidade de Buenos Aires, os termômetros indicaram 4,5ºC. Na capital da província de Buenos Aires, a mínima foi de 1,1ºC em La Plata.

ARSEG - Ar Condicionado Curitiba - Temperatura cai muito no Brasil a partir do sábado

Este ar mais gelado na Patagônia vai avançar para o Centro argentino e ar extremamente frio é esperado na região de Buenos Aires entre quinta-feira e sábado, o que vai trazer as menores mínimas do ano até agora na capital argentina e marcas tão baixas quanto 3ºC a 4ºC abaixo de zero em pontos da Grande Buenos Aires.

No Uruguai, as mínima ainda não chegaram a ser muito baixas nesta terça-feira, mas vão cair acentuadamente na próxima madrugada na capital e no interior do país. Fez 5,0ºC hoje em Rocha e 8,1ºC no Aeroporto Internacional de Carrasco. A temperatura no final da manhã em Montevidéu, mesmo com a presença do sol, era de apenas 12ºC.

Esta massa de ar polar que derrubou a temperatura na Argentina influenciará o tempo nos próximos dias no Rio Grande do Sul com mínimas baixas e geada principalmente na Metade Sul gaúcha, apesar de frio mais intenso e geada em alguns pontos da Metade Norte gaúcha. Assim como se prevê para os países do Prata, as máximas serão bem mais baixas no período da tarde.

Fonte: Metsul Meteorologia 

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Nova massa de ar polar chega ao Brasil neste fim de semana

O Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) informa que uma nova massa de ar frio, de origem polar, chegará ao Sul do país a partir da noite de sábado (17), devendo avançar sobre partes das regiões Sudeste, principalmente em São Paulo, e Centro-Oeste e pelo sudoeste da Amazônia Legal no domingo (18), “originando um novo episódio de friagem”.

Com isso, as temperaturas cairão nessas localidades durante os próximos dias, efeito que poderá ser percebido, ainda que de forma atenuada, no sul e oeste de Rondônia, no sudoeste do Amazonas e no Acre.

Neve e geada

Há previsão de temperaturas negativas durante o amanhecer nas serras gaúcha, catarinense, bem como no sul do Paraná, nos dias 19 e 20. “Não se descarta à ocorrência de neve e/ou chuva congelada nas serras gaúcha e catarinense”, informa o SNM que prevê também a possibilidade de geada neste domingo (18) ao amanhecer “em todo o centro-oeste e sudoeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sul do Paraná”.

Entre segunda (19) e terça (20), as condições atmosféricas “serão propícias para a formação de geada (moderada a forte) em uma ampla área da Região Sul, podendo se estender pelo sul de Mato Grosso do Sul até a divisa entre São Paulo e o Paraná. No dia 20 (terça-feira), ainda há previsão para a formação de geada e os prognósticos de tempo indicam possibilidade para ocorrer na região sul de Minas e no estado de São Paulo”, complementa.

Edição: Valéria Aguiar

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Tempo

Frio retorna com força para algumas regiões do Brasil

Após um período de tempo firme sob atuação de uma ampla massa de ar seco sobre grande parte do Brasil, as condições do tempo voltam a mudar em algumas regiões nos próximos dias. A mesma massa de ar seco que vinha contribuindo para um maior resfriamento entre as noites e madrugadas, inclusive com marcas negativas em baixadas nas áreas de maior altitude de SC e do Sudeste do país, também favorecia temperaturas mais altas para a época durante a tarde, em virtude da sua intensidade mais fraca e do céu sem nuvens. Esse sistema já está se afastando para o Oceano Atlântico, deixando o continente sul-americano.

No entanto, um novo “corredor polar” promete se formar ao longo dessa semana. Esse “corredor” deve consistir na formação de pelo menos dois Ciclones entre a Argentina, Uruguai e o Sul do Brasil que devem impulsionar a incursão de duas massas de ar frio de origem polar. A primeira delas mais fraca e bloqueada deve proporcionar uma jornada de tempo firme e de baixas temperaturas já a entre quinta e sexta-feira entre o Uruguai, RS e em parte de SC. A segunda mais intensa, extensa e de deslocamento mais lento deve avançar pelo interior da Argentina em direção ao centro/sul do Brasil entre o próximo final de semana e a primeira metade da próxima semana. 

Nesse meio tempo, dois Ciclones devem se formar, trazendo jornada mais ventosa para o leste do Sul do Brasil, intensificando a sensação de frio no período. Assim como nas incursões de ar frio, o primeiro Ciclone seria consideravelmente mais fraco que o segundo e teriam seus maiores impactos aguardados nas regiões tradicionalmente afetadas por períodos mais ventosos nessa época: Bacia do Rio da Prata, costa do Uruguai e da Metade Sul e Leste do RS.   

Rajadas de vento projetadas pelo modelo ECMWF ao longo do próximo domingo e início da segunda-feira em função da atuação de Ciclone próximo à costa. Projeções ainda sofrerão atualizações nos próximos dias. 

O que se espera em regra pelas últimas projeções são temperaturas muito baixas no período, com ápice no Sul do Brasil mas também atingindo outras regiões já  afetadas por temperaturas mais baixas esse ano: como no Sudeste e Centro-Oeste. A intensidade do ar frio e a abrangência dele nessas duas últimas regiões e no Norte do Brasil no final de semana, no entanto, ainda é incerta. Por enquanto, a condição para neve seria muito baixa e o grande destaque seriam as temperaturas abaixo de zero com condição para formação de geadas amplas a fortes em várias regiões, especialmente do Sul do Brasil. 

Projeção de temperatura do modelo regional WRF 5 km para os próximos 3 dias no Sul do Brasil
Projeção de temperaturas mínimas pelo modelo canadense CMC. Destaque para as baixas temperaturas assinaladas entre o próximo domingo e a primeira metade da próxima semana em alguns pontos.

Chuva

A primeira frente fria, diferentemente da segunda que deve ingressar no Sul do Brasil durante o período, deve gerar instabilidade com chuva e temporais isolados. Apesar disso, não se esperam grandes acumulados de chuva e na maioria das regiões os acumulados serão baixos. Inicialmente cavado invertido, antes de configurar uma frente fria, um sistema de baixa pressão atmosférica promete trazer uma jornada de tempo muito instável com chuva forte a volumosa e temporais entre algumas províncias Argentinas, grande parte do Uruguai e até algumas áreas do país próximo à fronteira com o RS no decorrer desta quarta-feira (14/07). Em algumas áreas do RS, principalmente do centro do estado, já chove na noite de hoje e próxima madrugada. Entre o final da quarta e no decorrer da quinta-feira, a frente fria já configurada avança pelas demais áreas do RS, SC, PR e parte do MS, provocando chuva e temporais isolados acompanhada de rápido declínio das temperaturas. 

Precipitação diária aguardada pela média de 96 membros de previsão do tempo nos próximos 7 dias. Eventos pontuais de chuva volumosa podem acarretar em volumes consideravelmente maiores do que os apresentados nessa projeção.
Refletividade projetada pelo modelo regional WRF nos próximos 3 dias. As cores acima de 45/50 dBZ indicam risco potencial para temporais. 

Conforme o sistema se desloca para norte/nordeste, a intrusão rápida de ar seco e frio de origem polar associado a uma massa fria logo na retaguarda da frente fria, já deve garantir o retorno do tempo firme. Na sexta-feira, o RS e Uruguai terão um dia estável e frio, enquanto algumas áreas de SC e principalmente do centro/sul do MS, centro/norte do PR na divisa com SP ainda terão pancadas de chuva e que eventualmente poderão vir acompanhada de trovoadas associadas a passagem do primeiro sistema frontal aguardado para o período.

No final da tarde e início da noite de hoje, sensor GLM detectava a ocorrência de descargas elétricas (raios) associada a instabilidade em trechos do Uruguai.

No sábado, a passagem de uma nova frente fria de fraca atividade pelo centro/sul da América do Sul pode provocar chuva fraca, passageira e irregular em trechos do Uruguai, centro/sul e leste gaúcho e alguns trechos do MS e de SP. No domingo, esse mesmo sistema associado a outros na atmosfera, poderia favorecer a ocorrência de temporais em trechos do RJ e do sul e sudoeste de Rondônia, Acre e Amazonas, o que requer novas atualizações. 

Pelas últimas projeções, o ar polar só perderia intensidade sobre o centro/sul do Brasil na segunda metade da próxima semana. 

Fonte: sigmameteorologia.com

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Tempo

Como será o clima neste mês de julho no RioGrande do Sul

Como será o clima em julho? O sétimo mês do ano, historicamente, costuma ser marcado por muito frio, fortes erupções de ar polar e alguns poucos dias amenos ou até quentes. Já a chuva mantém o padrão de inverno de ser mais volumosa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina enquanto na maior parte do Brasil predomina o tempo muito seco.

Julho, juntamente com junho, é o mês mais frio do ano com temperatura média muito baixa no Sul do Brasil. Em Porto Alegre, por exemplo, segundo a climatologia histórica, costuma ser o segundo mês mais frio do ano, mas muito pouco atrás de junho. Segundo a série histórica 1961-1990, a Capital tem média mínima no mês de julho de 10,7ºC que é idêntica a de junho.

 

A média máxima, por sua vez, é de 19,6ºC em julho na cidade, logo superior a de junho de 19,2ºC. Isso se explica por junho ser um mês mais úmido e chuvoso na capital gaúcha com precipitação média de 132,7 mm enquanto que julho tem menos chuva com média mensal de 121,7 mm.

Se os últimos dias de junho são de muito frio com três dias seguidos de neve no Sul do Brasil, julho não se desenha como um mês extremamente frio em 2021. Todos os dados estão a indicar que a primeira metade do mês seria de temperatura acima da média, exceção do Paraná e parte de Santa Catarina.

É o caso do modelo norte-americano CFS (Climate Forecasting System), disponível para o assinante com exclusividade na seção de mapas.

Por que a primeira quinzena menos fria? Após esta forte erupção de ar polar, as simulações computadorizadas analisadas pela MetSul não apontam nenhuma massa de ar frio de maior potência nos primeiros dez dias do mês. Isso, contudo, não significa que o período não será frio.

O tempo mais aberto e seco por muitos dias seguidos vai permitir tardes agradáveis com temperatura próxima ou acima da média, mas as noites seguirão frias e em muitas cidades com mínimas até menores que neste final de junho, quando as nuvens e o vento impediram maior resfriamento à noite. Com isso, se esse fim de junho de frio úmido foi de pouca geada no Rio Grande do Sul pelas nuvens, a primeira semana de julho deve ter o fenômeno de forma mais freqüente com o tempo aberto.

Os dados indicam que a segunda metade do mês de julho seria mais fria com o potencial de ingresso de uma a duas massas de ar polar, sendo uma mais forte na terceira semana do mês. Por isso, a temperatura média indicada para a segunda metade de julho é menor na comparação com a primeira quinzena do mês.

Quanto à chuva, a tendência é de uma primeira quinzena de julho com predomínio do tempo firme e seco com um elevado número de dias de sol e chuva escassa. Já durante a segunda metade do mês se espera um incremento da precipitação.

 

Sempre é importante recordar que os mapas são de anomalia em relação à média histórica do período, não de chuva prevista em milímetros ou de temperatura para um dia, logo um indicativo de chuva abaixo da média ou temperatura acima da média não significa ausência de chuva ou de frio e mesmo um evento mais volumoso de chuva e dias mais  frios podem ser mascarados por uma média de quinze dias.

_Por METSUL_

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