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Homem que aparece em vídeo torturando membro de motoclube no interior de SP é preso em Uruguaiana

O homem conhecido como Chileno, que aparece em imagens torturando um membro de um motoclube em São José dos Campos (SP), foi preso nesta segunda-feira (22) no aeroporto internacional de Uruguaiana (RS) pela Polícia Federal. Ele estaria tentando deixar o Brasil e havia fugido depois que a Polícia Civil pediu à Justiça a prisão preventiva dele na sexta-feira (19).

De acordo com a Polícia Civil paulista, ele estava sendo monitorado e foi abordado no aeroporto após a segurança do local ver que ele havia encoberto a placa da motocicleta.

“Ele colocou uma obstrução na placa e estava próximo ao aeroporto. A segurança chamou a Polícia Federal, que fez a abordagem, identificou o mandado de prisão preventiva contra ele e nos acionou imediatamente”, explica o delegado Múcio Alvarenga, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic).

Inicialmente ele deve ser indiciado por tortura, associação criminosa e cárcere privado. No vídeo, ele aparece batendo com uma barra de ferro em um integrante do motoclube (relembre o caso na reportagem exibida na sexta-feira, 19, no vídeo abaixo).

Além da prisão dele, policiais civis de São José dos Campos cumpriram na tarde desta segunda-feira (22) mandados de busca e apreensão nas casas de quatro homens ligados ao crime .

Foi apreendida a barra de ferro usada para espancar a vítima. Os homens também levaram o colete do motoclube da vítima após a sessão de espancamento.

A Polícia Civil identificou que dos cinco, além do principal agressor, outros dois também bateram no homem apontado por eles como suposto traidor do motoclube. O responsável pela filmagem e um outro homem que estava no local não agrediram a vítima, mas devem responder por omissão.

De acordo com o delegado, ele será transferido para São José dos Campos, onde permanecerá detido e deve ser submetido à uma reconstituição.

Tortura

Segundo a Polícia Civil, o caso foi registrado no plantão policial do 3º DP na madrugada de terça-feira (16), quando um grupo de motociclista do mesmo motoclube, mas da cidade de São Paulo, procurou os policiais para denunciar a tortura de um de seus companheiros por parte de membros do motoclube de São José.

A vítima estava acompanhada deles e, de acordo com o boletim de ocorrência, apresentava fortes dores no corpo e na cabeça, causadas por inúmeros golpes com barra de ferro. Ela foi encaminhada ao Pronto Socorro do Parque Industrial, onde recebeu atendimento médico.

Após dois dias de investigação, a polícia identificou que a ação foi gravada pelos agressores e divulgadas nas redes sociais e aplicativos de mensagens.

Em um dos registros é possível ver um homem com a barra de ferro em mãos, desferindo golpes contra a vítima. Um deles diz que a vítima traiu o grupo ao revelar informações de uma das reuniões do motoclube. Depois, ele pede que o torturado retire a camisa e os óculos, passando a desferir golpes com a barra de ferro por todo o seu corpo.

A Polícia Civil apurou que a traição apontada pelo agressor foi um episódio em que parte do grupo queria deixar de pagar uma quantia em dinheiro pelo licenciamento do uso da marca do motoclube. O episódio teria sido denunciado à administração nacional do motoclube pelo homem agredido.

Em um dos vídeos, a vitima aparece tremendo e sem camisa, sendo obrigada a pedir desculpas aos torturadores, que gravavam a cena. Nele, também é possível escutar o criminoso dizendo que o “pegaria novamente na rua”.

Por meio das imagens, os policiais conseguiram identificar o torturador, como sendo um homem de 47 anos identificado como Chileno, morador de São José dos Campos que atuava como diretor da associação de motociclistas na cidade.

O agressor foi expulso do motoclube, mas divulgou um vídeo no qual diz que este tipo de punição a integrantes é comum e está prevista no estatuto dos Abutre’s. Além disso, a polícia também está tentando identificar outras quatro pessoas que também aparecem nas cenas.

Em comunicado oficial, divulgado na internet, os grupo de motociclismo Abutre’s repudiou as agressões e afirmou que este tipo de atitude não condiz com as diretrizes da diretoria.

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Caminhão do Exército derruba postes e interdita ruas em Alegrete

Um caminhão do Exército Brasileiro, que transportava cavalos, provocou a queda de dois postes de energia elétrica na tarde desta terça-feira (24) em Alegrete. O incidente ocorreu quando o veículo cruzava a Rua Bento Gonçalves em direção à Rua Conde de Porto Alegre e acabou enroscando na fiação da rede elétrica.

De acordo com o relato do militar responsável pela condução, ele não percebeu o momento em que a estrutura foi atingida. A queda dos postes obrigou a Brigada Militar a interditar as duas vias para garantir a segurança da população e permitir a avaliação dos danos.

O caminhão foi posteriormente recolhido ao quartel do 6º Regimento de Cavalaria Blindado. As causas do acidente ainda serão apuradas pelas autoridades competentes.

 

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Caminhão com carga de milho tomba na RS 377 em Alegrete

No início da tarde desta quinta-feira (12), um caminhão trator com dois semirreboques — conhecido como Romeu e Julieta — tombou no km 399, na RS 377, próximo ao trevo de acesso ao antigo lixão.

O veículo transportava cerca de 36 toneladas de milho e seguia no sentido Manoel Viana/Alegrete quando o motorista perdeu o controle ao fazer a conversão.

 Motoristas que passavam ajudaram nos primeiros socorros e acionaram o Samu e o Comando Rodoviário da Brigada Militar.
 Até o momento, não há informações detalhadas sobre o estado de saúde do condutor, mas de forma preliminar ele estaria bem.

 

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Caso Márcio dos Anjos: data do júri de tios do menino é redefinida

Tribunal do Júri da Comarca de Alegrete, que irá julgar os réus Riane Quinteiro da Costa e Roberta Eggres Prado, acusados de homicídio qualificado por omissão na morte de Márcio dos Anjos Jaques, ocorrida em agosto de 2020, foi redesignado por decisão proferida na quinta-feira (22/01), pelo Juiz de Direito Rafael Echevarria Borba, titular da Vara Criminal local.

A sessão, que estava marcada para 23 de abril de 2026, foi antecipada para o dia 16 do mesmo mês, às 9h, no Salão do Júri do Foro alegretense. A medida se dá em razão de pedido do Ministério Público, sem oposição das defesas dos réus. Além disso, na mesma decisão, foi ratificada a desistência da oitiva de quatro testemunhas de defesa.

A previsão de duração do julgamento é de dois dias.

Caso
Márcio morreu em 17 de agosto de 2020. Segundo laudo de necropsia, a causa foi hemorragia subdural e edema cerebral. De acordo com o Ministério Público, ele foi espancado pelo pai, Luís Fabiano Quinteiro Jaques, já condenado pelo Tribunal do Júri de Alegrete em outubro de 2024 a 44 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão em regime fechado. Márcio e o pai moravam com o casal, que cuidava do menino quando Luís Fabiano trabalhava na área rural.

Conforme a denúncia, os tios se omitiram diante das agressões praticadas pelo pai, mesmo tendo o dever legal de agir. O MP afirma que a criança foi agredida na noite de 13/08/20, sofreu lesões graves e só foi levada ao hospital três dias depois, já em estado crítico. Márcio não resistiu e faleceu em 17/08/20.

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