Luto e dor em protesto do pequeno comércio contra o lockdown

 

A estimativa é de que sejam no mínimo 800 empresas de pequeno porte, basicamente familiares e que seriam responsáveis pelo giro mensal de R$ 50 milhões no município, e neste sábado, fazem um protesto silencioso.

Balões pretos ornamentam alguns destes estabelecimentos agora em Alegrete. Sentem-se atingidos pela medida extrema tomada pelo Prefeito Márcio Amaral, do lockdown, que vai além da bandeira vermelha, apesar do município e região permanecerem na laranja.

Sexta-feira uma comissão dos pequenos e micro comerciantes esteve reunida com o Prefeito, que acenou com uma perspectiva de flexibilização no próximo sábado. 

Os pequenos comerciantes protestaram quinta-feira em frente ao Centro Administrativo. Eles alegam que dependem do fuxo de caixa, principalmente no início do mês, pra não quebrarem.

Muitos armazéns de bairros ainda vendem no sistema de caderneta prestando valiosa garantia no sustento de assalariados. Muitos clientes são funcionários da Prefeitura, que receberam nesta sexta-feira.

Corredores comerciais como a avenida Assis Brasil, avenida Tiaraju e o centro estão vazios. Quem empreende nestes locais defende o distanciamento social, uso obrigatório de máscara e a consciência da população, conforme entrevista por um dos líderes deste segmento, o comerciante Paulo Nogueira aos meios de comunicação na quinta-feira.

Na alegação da maioria destes pequenos empreendedores, que até agora estavam fora do radar do CEA e da Prefeitura, clientes iriam pagar suas compras e se reabastecer, neste fim-de-semana, e que não entender esta lógica primária estava colocando em risco o negócio familiar de Alegrete.

 

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