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Leite: “os próximos 15 dias serão cruciais”

No dia em que o Rio Grande do Sul completa 15 semanas em estado de calamidade pública, nesta quinta-feira (2/7), o governador Eduardo Leite divulga um vídeo alertando a população de que as próximas duas semanas serão o período mais crítico do enfrentamento à pandemia no Estado.

A chegada do frio, que pode sobrecarregar o sistema de saúde, coincide com quase metade do Rio Grande do Sul (46% da população) sob bandeira vermelha, ou seja, com risco epidemiológico alto por estar com elevada ocupação hospitalar e propagação do vírus, conforme o modelo de Distanciamento Controlado.

“É fundamental que, nos próximos 15 dias, retomemos os níveis de isolamento intenso que observamos no início de abril. Vivíamos, naqueles dias, os primeiros movimentos de convivência com a doença. Agora, eu sei, estamos todos cansados, pois somos todos humanos, mas não é hora de desistir! Pelo contrário: diante do momento mais crítico, a nossa melhor resposta ainda é a persistência”, reforçou Leite.

 

O governador destacou os esforços realizados pelo governo até aqui, como a ampliação em 75% da capacidade de hospitalar – de 933 leitos UTI adulto SUS antes da pandemia, o total deve chegar a 1.630 nos próximos dias, contando os novos pedidos de habilitação –, a distribuição de respiradores e equipamentos de proteção e a transferência de recursos financeiros, inclusive com o apoio de outros Poderes, do governo federal e de parlamentares.

Leite agradeceu, ainda, pelos esforços empreendidos por empresas, instituições e toda a população, lamentando especialmente a perda de mais de 600 vidas, até aqui, além de empregos, aulas e projetos.

“Trabalhamos para minimizar estes efeitos e iremos trabalhar ainda para retomar a normalidade mais adiante, quando for possível”, afirmou, citando o Distanciamento Controlado como sistema que permite a aplicação de medidas na dose certa, no local certo e no momento certo utilizando bandeiras e protocolos regionais e setorizados.

“Apesar de todo este trabalho, julho chegou com a pior das notícias: estamos com o sinal de alerta ligado pelo ritmo de ocupação das nossas UTIs. Confiamos nos efeitos de contenção do nosso modelo de Distanciamento Controlado, mas o modelo só se concretiza a partir do comportamento das pessoas. Sobretudo em regiões de bandeira vermelha, chegou a hora de mais uma dose de esforço”, reforçou.

https://youtu.be/0N48fES9VXQ

 

O governador finalizou o vídeo com o apelo: “Falta mais um pouco, é preciso força, portanto, logo chegará a hora de podermos matar a saudade dos abraços, mas ainda precisamos de mais cuidado e proteção. Especialmente nos próximos 15 dias, se puder, fique em casa”.

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Boletim epidemiológico: 47° óbito em decorrência da Covid-19

Nesta sexta-feira, 22, foi confirmado o 47° óbito em decorrência da Covid-19. A paciente, mulher, de 70 anos, estava internada desde o dia 07/01.
Hoje foram registrados 36 casos positivos, sendo 21 mulheres, 14 homens e uma criança do sexo feminino, entre 06 e 82 anos. São 52 recuperados, 06 pacientes estão na UTI covid e 03 no hospital de campanha.
São 3.761 casos confirmados, com 2.906 recuperados, 808 estão ativos (799 em isolamento domiciliar e 09 hospitalizados positivos de Alegrete) e 47 óbitos.
Foram realizados 16.084 testes, sendo 12.180 negativos, 3.761 positivos e 143 aguardando resultado. Em observação com síndrome gripal são 1.086 pessoas.
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Alegrete ainda na bandeira vermelha

O mapa preliminar da 38ª semana do Distanciamento Controlado, divulgado nesta sexta-feira (22/1), reflete a alteração de indicadores monitorados pelo sistema estadual de enfrentamento à pandemia, com leve queda de internações e óbitos por Covid-19.

Com isso, a classificação prévia traz quatro regiões com bandeira laranja – no mapa preliminar da semana passada, havia apenas uma e, no mapa definitivo, ficaram duas laranjas após o deferimento de um dos recursos.

Ainda assim, a grande maioria das regiões segue em bandeira vermelha, ou seja, com risco alto para esgotamento da capacidade hospitalar e velocidade de propagação do vírus no Estado. As 17 regiões em vermelho somam 78,4% da população gaúcha, enquanto no mapa anterior eram 86% dos habitantes nas 19 regiões.

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China constrói campo de quarentena de Covid-19 para 4 mil pessoas

China está correndo para construir um campo de quarentena gigante, que pode abrigar mais de 4.000 pessoas, após um surto de Covid-19 neste mês que deixou dezenas de milhares de pessoas sob lockdown rígido. 

O camo de quarentena está na periferia de Shijiazhuang, a capital da província de Hebei, que fica ao redor da capital do país, Pequim. 

A China conteve largamente a transmissão do vírus, com a maior parte do país voltando às atividades normais. Contanto, um aumento súbito dos casos alarmou as autoridades e causou preocupação antes do Ano Novo Lunar, o festival anual mais importante do país, durante o qual centenas de milhões de pessoas viajam para encontrar seus familiares.

Funcionários de Shijiazhuang, onde o surto está centralizado, começaram a testar em massa e aplicar restrições rígidas, movendo vilas inteiras para instalações de quarentena numa tentativa de frear o contágio. 

O novo campo de quarentena vai abrigar pessoas que tiveram contato com pacientes confirmados da Covid-19, confirme as autoridades continuam a executar um programa de testagem e monitoramento de contato.

Originalmente, era planejado que abrigasse 3.000 pessoas, mas foi expandido para capacidade de 4.160. Mais de 4.000 operários trabalharam por seis dias e noites para completar a primeira fase da construção, disse o prefeito-adjunto de Shijiazhuang, Meng Xianghong, nesta terça (19). 

As autoridades começaram a construção em 13 de janeiro e a primeira seção do campo foi finalizada e está pronta para uso. A construção continua para a segunda fase agora, de acordo com o canal estatal CCTV. 

Cada sala pré-fabricada mede 18 metros quadradas e vem com um banheiro e um chuveiro, escrivaninhas, cadeiras, camas, Wi-Fi e um televisor, de acordo com a CCTV. 

No mapa, Shijiazhuang, capital da província de Hebei, próxima de Pequim
No mapa, Shijiazhuang, capital da província de Hebei, próxima de Pequim
Foto: Reprodução/Google Maps

A tarefa ambiciosa lembra esforços durante os estágios iniciais da pandemia, durante a qual as autoridades construíram várias instalações médicas do zero, incluindo um hospital de 1.000 camas em apenas 10 dias. 

Nesta terça, a China relatou 103 novos casos confirmados e 58 infecções assintomáticas, que são contadas separadamente, espalhados por quatro províncias. A província de Hebei agora tem um total de 818 casos ativos que foram transmitidos localmente, e mais de 200 infecções assintomáticas, de acordo com a comissão de saúde da província. 

Na última quarta, um paciente morreu em Hebei —a primeira morte relacionada à Covid-19 no país em 242 dias. 

O número total de casos confirmados de Covid-19 na China territorial agora é de 88.557, enquanto a contagem de mortes oficial é 4.635. 

Para tentar conter o surto, as autoridades colocaram Shijiazhuang sob lockdown desde 8 de janeiro, com todos os 11 milhões de residentes proibidos de deixarem a cidade. 

Mais de 20 mil cidadãos de 12 vilas de Shijiazhuang foram realocados para outros locais de quarentena como medida preventiva, reportou o veículo estatal CGTN na semana passada. 

Até o momento, mais de 17 milhões de pessoas foram testadas em Gebei, com as autoridades atualmente executando um segundo round de testagem em massa na cidade e nas próximas Xingtai e Langfang.

As autoridades de Hebei agora estão clamando que os moradores fiquem em casa, com funcionários sendo enviados para áreas urbanas e rurais para garantir que as pessoas não estejam viajando dentro da província e para Pequim. 

Em resposta à ameaça, as autoridades de Pequim aumentaram os esforços de testagem e de monitoramento depois que casos foram confirmados no distrito fronteiriço Daxing, e anunciou nesta quarta (20) que fecharia as duas estações de metrô nas proximidades até segunda ordem. 

Na província do nordeste Jilin, 102 casos foram ligados a um único “supertransmissor”, um vendedor que trabalhou da sua províncianatal, Heiongjiang. 

(Texto traduzido, leia o original em inglês)

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