Manchete
Policia Civil detona esquema de lavagem de dinheiro em frigorífico
Polícia Civil, através da DECRAB/Bagé, deflagra Terceira Fase da Operação Grande Negócio com bloqueio de mais de 10 milhões em patrimônio de investigados por suposto esquema de lavagem de dinheiro, um frigorífico também teve suas atividades suspensas em Santa Clara do Sul.
A Decrab/Bagé e a Secretaria Estadual de Agricultura do Rio Grande do Sul, com apoio das delegacias regionais de Lajeado, Santa Cruz do Sul e Montenegro, deflagrou na manhã de hoje, 27/06/19, a terceira fase da operação Grande Negócio.
Foram cumpridas doze ordens judiciais, sendo sete de bloqueio de bens patrimoniais de investigados e cinco de mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram nos municípios de Harmonia, Lageado, Santa Clara do Sul e Santa Cruz do Sul.
A ação foi em decorrência do encerramento do inquérito policial que originou a operação denominada Grande Negócio. Ao todo foram quinze meses de investigações, onde os policiais identificaram um esquema de transações fictícias de compra e venda de bovinos, que mediante a utilização de um frigorífico do município de Santa Clara do Sul ficou conhecida como assim “comércio de gado fantasma”.
Em março de 2018 a Decrab/Bagé, objetivando apurar suposto abigeato, passou a investigar um indivíduo do município de Harmonia que estava vendendo animais bovinos para serem abatido em um frigorífico do município de Santa Clara do Sul, sem possuir lotação junto a Inspetoria Veterinária e também sem tirar Guias de Trânsito Animal (GTA).
No decorrer das investigações os policiais descobriram que, na verdade, estavam diante de um esquema de lavagem de dinheiro. Outras seis pessoas, estas dos municípios de Lajeado e Santa Cruz do Sul, também foram identificadas como integrantes do esquema.
Os falsos produtores de bovinos tiravam notas de venda de “gado fantasma” para o frigorífico de Santa Clara do Sul, este por sua vez emitia contranotas, dando “aparência” de legalidade para as transações.
As movimentações eram declaradas no imposto de renda dos investigados e do frigorífico, com isso a empresa também era beneficiava financeiramente com as transações falsas, com ganhos tributários ilegais e distribuição de pro labore sem anotação contábil.
Juntadas ao inquérito policial existem notas fiscais de produtor, apreendidas durante as investigações, que registraram cerca de um milhão de reais em transações falsas de compra e venda de gado.
Também foram apreendidas contranotas na empresa, datadas em dias que o frigorífico não abriu. Durante as três fases da operação Grande Negócio foram cumpridas cerca de setenta ordens judiciais como: mandados de busca e apreensão, quebras de sigilo fiscal e financeiro, afastamento de advogados do caso e bloqueio de bens.
Objetivando concluir as investigações o Delegado André Mendes, titular da Decrab/Bagé representou pelo bloqueio de todos os bens dos investigados, patrimônio que a Polícia Civil estima valor superior a dez milhões de reais.
O pedido foi atendido pelo Poder Judiciário de São Sebastião do Caí, comarca responsável pelo processo.
O frigorífico investigado também teve suas atividades suspensas pela Secretaria Estadual de Agricultura em razão da série de irregularidades apontadas no inquérito policial.
Foram indiciadas sete pessoas pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os bens bloqueados ficarão à disposição da justiça.
Manchete
Chuva forte atingiu Rosário do Sul e Alegrete neste feriado de 1°de maio
Na foto acima, no meio da tarde desta sexta-feira, KM 498 da Br290… passando água sobre a pista, mas o trecho não foi interrompido
Os últimos levantamentos do INMET e da Defesa Civil realizados até o final da tarde de hoje, 1º de maio de 2026, os volumes registrados são preocupantes, especialmente pela velocidade com que a água acumulou.
Aqui estão os dados atualizados:
Rosário do Sul
É o município em situação mais crítica no momento, com acumulados que já superaram a média histórica de todo o mês de maio.
Máximo registrado:
Mais de **120 mm** em menos de 24 horas.
Situação: Já há registros de casas e ruas alagadas na área urbana. A previsão indica que esse volume pode chegar ou superar os 200 mm até o final da noite, mantendo o risco de cheias rápidas muito alto.
Alegrete
Embora o volume total tenha sido ligeiramente menor que em Rosário até agora, a intensidade da chuva na bacia do Rio Ibirapuitã coloca a cidade em alerta máximo.
Máximo registrado:Os pluviômetros indicam cerca de 51,7 mm acumulados ao longo do dia, mas com tendência de forte elevação.
Nível do Rio Ibirapuitã: A última medição oficial (por volta das 20h) indicava 1,33 metros. Embora ainda esteja longe da cota de inundação (9,70 m), o risco reside no volume que cai nas cabeceiras, o que pode causar uma subida repentina nas próximas 12 a 24 horas.
Internautas
Nos grupos do whatts app há vários registros da chuva em diferentrs pontos do interior de Alegrete.
KM 498 da Br290… passando água sobre a pista, mas o trecho não foi interrompido
Entre Rosário do Sul e Alegrete, choveu 150 mm
Na Fazenda São Pedro, 247 mm e segue chovendo
INHANDUI, Santa Zulmira, 130mm
Também 130mm na Agropecuária Vale do Jarau
No Paipasso 130 mm
Na agropecuária Tapera, 112 mm
Cabanha São Manoel, 75 mm, Guassu boi
Na Minuano, 23mm
Figueira – Mariano Pinto, 20mm
Cidade – Bairro Santos Dumont até às 18 horas, 88mm
130 mm até agora no Inhandui na Br 290
Na Palma, até agora 150 mm
No Vasco Alves, 160 mm
Atenção:
O INMET mantém o Aviso de Tempestade (Grande Perigo) até a tarde de amanhã, 2 de maio, com previsão de ventos superiores a 100 km/h e mais chuva volumosa. A orientação da Defesa Civil é que moradores de áreas ribeirinhas ou locais historicamente sujeitos a alagamentos permaneçam em vigilância constante.
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Condenados: tios recebem até 32 anos por morte de Márcio dos Anjos em Alegrete
Após dois dias de julgamento, encerrado nesta sexta-feira (17), o júri condenou os tios paternos do menino Márcio dos Anjos, de 1 ano e 11 meses, morto em agosto de 2020, em Alegrete.
Riane Quinteiro da Costa foi condenado a 32 anos de reclusão e Roberta Eggres Prado a 29 anos e 4 meses, ambos em regime fechado. As penas são por homicídio comissivo por omissão qualificado. Cabe recurso.
Atuaram na defesa Igor Roberto Freitas Garcia, pelo réu, e Júlia Sleifer Alonso e Khaoan Quevedo Jacques de Castro, pela ré.
O caso
Segundo a denúncia, a criança foi espancada pelo pai, Luís Fabiano Quinteiro Jaques. O menino vivia com o casal, responsável por seus cuidados enquanto o genitor trabalhava na zona rural.
As agressões teriam ocorrido na noite de 13 de agosto de 2020. A vítima só foi levada ao hospital três dias depois, já em estado crítico. Márcio morreu no dia seguinte. A causa da morte foi traumatismo craniano, com edema e hemorragia cerebral.
Com informações do TJRS.
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Itaguassu é condenado a 39 anos por assassinato de Schana Pianesso e do bebê que ela esperava
Nesta quinta-feira (26), no Fórum de Alegrete, foi palco do tão esperado novo julgamento de Itaguassu Borges Pinheiro, acusado pelo assassinato de Schana Pianesso e do feto que ela gestava em 2008. Após mais de quatorze horas de sessão, o réu foi condenado a 39 anos de reclusão em regime inicialmente fechado.
A sentença, proferida pelo juiz Rafael Echevarria Borba, destacou a brutalidade do crime e aplicou aumentos rigorosos na dosimetria da pena, levando em conta a frieza emocional do acusado e o contexto de violência de gênero.
Detalhes da condenação
– Homicídio qualificado: pena fixada em 30 anos, considerando a personalidade “desviante” do réu e a culpabilidade acentuada. O magistrado ressaltou a noção de posse do homem sobre a mulher e o fato de a vítima ter sido levada a um local ermo para ser morta com extrema violência.
– Aborto provocado por terceiro sem consentimento: pena de 9 anos, justificada pela intenção do réu de ocultar uma relação extraconjugal e pela brutalidade que atingiu toda a estrutura familiar. O concurso material entre os dois crimes resultou na pena total de 39 anos.
Execução imediata
O juiz determinou a execução provisória da pena, com o imediato recolhimento do réu ao cárcere. Foi expedido mandado de prisão e negado o direito de recorrer em liberdade, devido ao montante da condenação e ao regime fixado.
Embora Itaguassu já tenha cumprido 1.034 dias de prisão preventiva, o tempo não é suficiente para garantir progressão de regime.
Justiça após 18 anos
O desfecho encerra um capítulo de 18 anos de espera por justiça para a família Pianesso e para a comunidade de Alegrete, que acompanhou o caso desde 2008.
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