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Exclusivo. EQ reconstitui crime contra o taxista pelo lado do atirador

atirador: “ela disse
que tinha um taxista
para assaltar”
 
O adolescente de 17 anos, que atirou à queima roupa contra o taxista Tiago dos Santos Martins, na madrugada de domingo passado, que morreu sexta-feira, ja esta na CASE de Uruguaiana. Ele confessou o crime em dois depoimentos distintos na Polícia Civil diante do Delegado Valeriano Pacheco e dos policiais do Setor de Investigação da DP no início da semana. 
Nesta semana o blog do Em Questão chegou a anunciar a morte da vítima, mas estava equivocado e em seguida corrigiu com uma nota pedindo desculpas e se solidarizando com a família, amigos e internautas.
 
Amiga teria armado tudo
 
Pela versão do adolescente, a mulher de 30 anos, a Carine, foi quem levou a vítima para ele assaltá-lo. Ela nega esta versão, ratificando que pegou o táxi porque estava temerosa para voltar para casa, porque a Vila Nova está muito perigosa.
 
Carine e usuaria de drogas conforme apurou o EQ e é conhecida pelos frequentadores do plantão policial, e por isso mesmo sua filha é cuidada por uma tia. A versão dela é contestada exatamente pelo atirador.
 
Ele conta que a rotina dele era um pouco na casa da mãe, no Porto dos Aguateiros, e outro tanto na Vila Nova, na casa dos parças Coiote e o Tolosa, dois irmãos, que também estão cumprindo prisão temporária.
 
Beberam juntos
 
Muita cachaça antes do crime
O trio de amigos começou a tomar cachaça na tarde daquele sábado, em casa. A tardinha resolveram dar uma banda e continuar a bebedeira na esquina das ruas Carlos Gomes com a Benvindo Moutinho.
 
Segundo o adolescente, a noitinha, (ainda era horário normal) Carine se reuniu ao grupo, também tomando cachaça.
Só mais tarde os dois irmãos teriam indo para casa e apesar que o adolescente e a mulher mal se conhecessem continuaram bebendo na esquina, até que ela teria dito à ele que tinha “uma mão pra fazer com um taxista”(na gíria do presídio, um roubo).
 
O adolescente gostou da idéia. Ela queria que ele o acompanhasse até o ponto de táxi, mas o mesmo disse que ela buscasse a vítima até aquele ponto e, então, ele faria o assalto.
Esta é a versão do atirador, que não é a mesma dela.
 
Ela nega ter montado a armadilha
 
Carine diz que foi surpreendida com a invasão do carro pelo menor, que teria entrado num dos bancos do carro para assaltar.
Carine saiu do fundo da Vila Nova e chegou até o ponto de táxi, exatamente como disse seu parceiro de canha, meio cambaleante de bêbada. É o que disse também o taxista que estava em primeiro lugar na fila no ponto da estação rodoviária.
Notou que a mulher magra chegara procurando por Tiago, vinha em zig zag pelo meio da rua.
De repente a suspeita vira medrosa…
 
Comportamento controverso
 
O que não convence o Delegado Valeriano é exatamente isto. Se ela tinha medo de andar na Vila Nova, conforme seu depoimento, porque caminhou do fundo da Vila para retornar ao mesmo ponto com o taxista, que era seu amigo desde a adolescência, e que é cunhado de uma irmã dela, além das famílias terem forte laço de amizade e parentesco.
 
A investigação ainda prossegue, exatamente para comprovar que a versão dela não fica de pé, e que ao contrário, ela buscou seu amigo para “fazer uma mão”.
 
Com uma vida destrambelhada, entre a casa da mãe e a do companheiro, estava trabalhando no interior do município e veio à cidade no feriado e retornaria no domingo ( a patroa dela a procurou para levá-la de volta sem saber que estava envolvida diretamente no crime)
 
Quando o taxista se aproximou do endereço indicado, no cruzamento das ruas Benvindo Moutinho e Carlos Gomes, no final da Vila Nova, o adolescente já havia buscado no mato uma arma de pressão broqueada ( adaptada para munição calibre 22) e aguardava a vítima, conforme o combinado com Carine.
 
Minutos antes do tiro
 
De repente apareceu o carro que vinha parando devagar e então ele foi se aproximando escondendo a arma rente à sua perna até chegar ao vidro do taxista. A nova amiga estava no banco de trás do motorista.
O menor anunciou o assalto. Tiago tirou da carteira cerca de R$ 75,00 e passou ao assaltante, este queria a carteira e a vítima teria dito que não.
O  adolescente insistiu. Queria o celular. O relógio. Neste meio tempo, a vítima teria feito a menção de colocar a mão direita no bolso e com a esquerda, tentar se esquivar do cano da arma apontada pra sua cabeça. 
“Foi ai que eu atirei. Acho que acertou no rosto. Ouvi o grito dele”, disse aos policiais.
Ele confessou que quando anunciou que se não passasse a carteira iria atirar, que Carine, gritou pedindo pra ele não fazer isto, mas era tarde.
 
Fuga depois do tiro
 
Depois disto ele correu com a arma e passou pela quadra de esportes que tem no final do bairro e escondeu a arma no mato, atravessou o rio na altura do paço do Valêncio e ficou escondido na outra margem do rio durante todo o dia. 
 
O dia seguinte
 
Na tarde de domingo, segundo o adolescente, ele encontrou a sua parceira de assalto também escondida dentro do mato. Ela disse que a Polícia estava atrás dela. Ele teria repassado à ela R$ 20,00 do montante do assalto, conforme confessou.
 
Só a noitinha ele retornou ao bairro e foi na casa de seus amigos Coiote e Tolosa. Segundo a  versão dele, que só então ficou sabendo que o tiro havia acertado a boca da vítima, que também era amigo dos seus anfitriões.
Negou que tivesse ficado com o relógio, com o celular e a carteira de Tiago e muito menos que fez ameaças contra a mulher, que conhecera naquela noite.
 
A Polícia comprou parcialmente esta versão, e busca provar que os tais amigos do adolescente tiveram participação direta no crime.
Apesar de Carine alegar ser uma temerária sobre a falta de segurança na Vila onde ela mora, as vezes com a mãe e as vezes com o com quem agora a considera, ex companheira, ela estava tomando cachaça com vizinhos conhecidos, que têm várias passagens pela polícia, sendo que um deles investigado por participação em um homicídio há poucos meses.
 
Investigaçao prossegue
 
Por enquanto, é prisão temporária, mas novos fatos estão sendo apurados para que todo o inquérito seja encerrado em breve, provando que a linha de investigação da Polícia Civil tem provas robustas para saber o papel de cada um dos suspeitos na tentativa de latrocínio que chocou a cidade.
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Chuva forte atingiu Rosário do Sul e Alegrete neste feriado de 1°de maio

Na foto acima, no meio da tarde desta sexta-feira, KM 498 da Br290… passando água sobre a pista, mas o trecho não foi interrompido

Os últimos levantamentos do INMET e da  Defesa Civil realizados até o final da tarde de hoje, 1º de maio de 2026, os volumes registrados são preocupantes, especialmente pela velocidade com que a água acumulou.
Aqui estão os dados atualizados:

Rosário do Sul
É o município em situação mais crítica no momento, com acumulados que já superaram a média histórica de todo o mês de maio.

Máximo registrado:

Mais de **120 mm** em menos de 24 horas.
Situação: Já há registros de casas e ruas alagadas na área urbana. A previsão indica que esse volume pode chegar ou superar os 200 mm até o final da noite, mantendo o risco de cheias rápidas muito alto.

Alegrete
Embora o volume total tenha sido ligeiramente menor que em Rosário até agora, a intensidade da chuva na bacia do Rio Ibirapuitã coloca a cidade em alerta máximo.

Máximo registrado:Os pluviômetros indicam cerca de 51,7 mm acumulados ao longo do dia, mas com tendência de forte elevação.
Nível do Rio Ibirapuitã: A última medição oficial (por volta das 20h) indicava 1,33 metros. Embora ainda esteja longe da cota de inundação (9,70 m), o risco reside no volume que cai nas cabeceiras, o que pode causar uma subida repentina nas próximas 12 a 24 horas.

Internautas

Nos grupos do whatts app há vários registros da chuva em diferentrs pontos do interior de Alegrete.

KM 498 da Br290… passando água sobre a pista, mas o trecho não foi interrompido
Entre Rosário do Sul e Alegrete, choveu 150 mm
Na Fazenda São Pedro, 247 mm e segue chovendo
INHANDUI,  Santa Zulmira, 130mm
Também 130mm na Agropecuária Vale do Jarau
No Paipasso 130 mm
Na agropecuária Tapera, 112 mm
Cabanha São Manoel, 75 mm, Guassu boi
Na Minuano, 23mm
Figueira – Mariano Pinto, 20mm
Cidade – Bairro Santos Dumont até às 18 horas, 88mm

130 mm até agora no Inhandui na Br 290
Na Palma, até agora 150 mm
No Vasco Alves, 160 mm

Atenção:

O INMET mantém o Aviso de Tempestade (Grande Perigo) até a tarde de amanhã, 2 de maio, com previsão de ventos superiores a 100 km/h e mais chuva volumosa. A orientação da Defesa Civil é que moradores de áreas ribeirinhas ou locais historicamente sujeitos a alagamentos permaneçam em vigilância constante.

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Condenados: tios recebem até 32 anos por morte de Márcio dos Anjos em Alegrete

Após dois dias de julgamento, encerrado nesta sexta-feira (17), o júri condenou os tios paternos do menino Márcio dos Anjos, de 1 ano e 11 meses, morto em agosto de 2020, em Alegrete.

Riane Quinteiro da Costa foi condenado a 32 anos de reclusão e Roberta Eggres Prado a 29 anos e 4 meses, ambos em regime fechado. As penas são por homicídio comissivo por omissão qualificado. Cabe recurso.

Atuaram na defesa Igor Roberto Freitas Garcia, pelo réu, e Júlia Sleifer Alonso e Khaoan Quevedo Jacques de Castro, pela ré.

O caso
Segundo a denúncia, a criança foi espancada pelo pai, Luís Fabiano Quinteiro Jaques. O menino vivia com o casal, responsável por seus cuidados enquanto o genitor trabalhava na zona rural.

As agressões teriam ocorrido na noite de 13 de agosto de 2020. A vítima só foi levada ao hospital três dias depois, já em estado crítico. Márcio morreu no dia seguinte. A causa da morte foi traumatismo craniano, com edema e hemorragia cerebral.

Com informações do TJRS.

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Itaguassu é condenado a 39 anos por assassinato de Schana Pianesso e do bebê que ela esperava

Nesta quinta-feira (26), no Fórum de Alegrete, foi palco do tão esperado novo julgamento de Itaguassu Borges Pinheiro, acusado pelo assassinato de Schana Pianesso e do feto que ela gestava em 2008. Após mais de quatorze horas de sessão, o réu foi condenado a 39 anos de reclusão em regime inicialmente fechado.

A sentença, proferida pelo juiz Rafael Echevarria Borba, destacou a brutalidade do crime e aplicou aumentos rigorosos na dosimetria da pena, levando em conta a frieza emocional do acusado e o contexto de violência de gênero.

Detalhes da condenação
– Homicídio qualificado: pena fixada em 30 anos, considerando a personalidade “desviante” do réu e a culpabilidade acentuada. O magistrado ressaltou a noção de posse do homem sobre a mulher e o fato de a vítima ter sido levada a um local ermo para ser morta com extrema violência.
Aborto provocado por terceiro sem consentimento: pena de 9 anos, justificada pela intenção do réu de ocultar uma relação extraconjugal e pela brutalidade que atingiu toda a estrutura familiar. O concurso material entre os dois crimes resultou na pena total de 39 anos.

Execução imediata
O juiz determinou a execução provisória da pena, com o imediato recolhimento do réu ao cárcere. Foi expedido mandado de prisão e negado o direito de recorrer em liberdade, devido ao montante da condenação e ao regime fixado.

Embora Itaguassu já tenha cumprido 1.034 dias de prisão preventiva, o tempo não é suficiente para garantir progressão de regime.

Justiça após 18 anos
O desfecho encerra um capítulo de 18 anos de espera por justiça para a família Pianesso e para a comunidade de Alegrete, que acompanhou o caso desde 2008.

 

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