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Civil investiga se mulheres trazem as drogas para o Presídio

Alegrete não poderia ser uma ilha afastada do mundo, portanto, a realidade da influência do narcotráfico aos poucos vai ficando mais visível no cotidiano da cidade. Nesta semana a prisão de duas mulheres pela Brigada Militar, na mesma tarde, da mesma forma que estavam chegando com drogas na cidade, fez a Polícia Civil aprofundar a investigação sobre algo que ficou muito explícito. As facções criminosas podem estar operando de duas formas para o tráfico em Alegrete. 
 
A forma como a droga chegou embalada, com um pacote com muito adesivo, bem protegido e compactado em tijolos tanto de cocaína quanto crack, é muito idêntico às embalagens atiradas para dentro do Presídio Regional. É como se fosse uma franquia. Embalagem vip para ser arremessada e abastecer o mercado interno do Presídio.
 
Nos dois casos elas disseram que não sabiam a quem entregariam. Isto é muito parecido com outra prisão feita pela Brigada Militar, no início do ano, onde a mulher tomou um táxi e tinha um endereço para entregar a encomenda e receberia cerca de R$ 200,00 para o trabalho. 
 
No ano passado, a BM também abordou um ônibus, na chegada da cidade, e outra mulher carregava muita maconha em tijolos. Neste caso, ela trazia droga para o varejo. Embalagem “comum”. 
Ainda no primeiro semestre um carro foi parado pela PRE, na RS 377, com uma super carga de drogas. Também para o atacado. Até então, drogas embaladas para lançamento no Presídio, não havia sido flagrada.
 
O fato de uma morte no pátio do Presídio, no início do ano, depois de uma briga entre detentos, expôs, que há um fatiamento das duas maiores facções criminosas nas galerias do Presídio local. Um apenado saiu atirando contra inimigos, mas as balas estavam molhadas e os disparos não tiveram sucesso em matar. Um dos alvos, a salvo, reagiu com facadas contra o atirador. 
 
A facilidade para que as drogas cheguem ao pátio do Presídio, mereceu reunião emergencial no início do ano. Na prática nada funcionou até agora, do compromisso de colocar uma extensa rede sobre o local, uma vez que tanto os funcionários da SUSEPE, quanto os PMs, que atuam na guarita e no lado externo, vivem apreensivos com aquele estopim pronto à explodir.
 
Varreduras são feitas sistematicamente e parece que o arsenal cada vez mais se multiplica, sem falar da facilidade do acesso à celulares, estoques e até revólveres, como foi verificado numa destas varreduras.
O comércio formiguinha entre traficantes e apenados, é alvo de investigação. A prisão de duas mulas nesta semana indicam que a ponta de entrega vem de ônibus e tem um bom sistema de logística, porque num dos fatos, a traficante vinha sendo informada por mensagens, de que havia policiamento na rodoviária e foi sugerido para ela descer antes. Não deu certo. Foi presa por uma guarnição, que estava em trabalho de ronda perto da Várzea, na avenida Alexandre Lisboa.
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Pontilhão sobre o arroio Capivari em recuperação

A Câmara Municipal de Alegrete realizou uma reunião institucional com o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER) para reivindicar melhorias para a situação da Ponte do Capivari. O encontro ocorreu no começo deste mês e foi articulado pelo vereador Cléo Trindade.

Durante a reunião, o superintendente da 9ª Superintendência Regional do DAER, engenheiro Paulo de Tarso Meister, informou que a ponte segue em processo de recuperação provisória. Segundo o engenheiro, a próxima etapa da obra depende da entrega do madeiramento que será utilizado nas guias de transporte e da melhoria das condições climáticas, já que o período de chuvas tem dificultado a execução dos serviços e a trafegabilidade na região.

O superintendente também informou que está prevista a instalação de estruturas para limitar a altura e a largura dos veículos que utilizam a ponte. A medida tem como objetivo restringir o tráfego até a realização da recuperação definitiva.

Além do vereador Cléo Trindade, o vereador Leandro Meneghetti também acompanha o andamento dos serviços e os encaminhamentos junto ao DAER.

A Câmara Municipal seguirá acompanhando as intervenções e cobrando do órgão estadual a continuidade das obras e medidas que garantam mais segurança e melhores condições de circulação na Ponte do Capivari.

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BAGRE FAGUNDES MORRE AOS 86 ANOS E DEIXA O RIO GRANDE DO SUL EM LUTO

A VOZ DO “CANTO ALEGRETENSE” SE CALA, MAS O LEGADO PERMANECE

O Rio Grande do Sul perdeu neste domingo (2) um de seus maiores símbolos culturais. Morreu, aos 86 anos, em Porto Alegre, o tradicionalista, cantor e compositor Euclides Fagundes Filho, o Bagre Fagundes, coautor de um dos maiores hinos da identidade gaúcha, Canto Alegretense. O artista estava internado desde maio, após sofrer uma parada cardiorrespiratória provocada por um engasgo, e seu estado de saúde inspirava cuidados desde então.

Patriarca da família Os Fagundes, Bagre dedicou décadas à valorização da cultura regional, levando a música nativista a diferentes gerações. Sua obra ajudou a fortalecer o sentimento de pertencimento do povo gaúcho e projetou Alegrete para todo o país.

A notícia provocou uma onda de homenagens. Artistas, lideranças culturais e autoridades destacaram sua generosidade, seu compromisso com a tradição e a influência decisiva na formação de novos talentos. O governador do Estado anunciou que o velório será realizado no Palácio Piratini, uma homenagem reservada a personalidades de extraordinária relevância para a história gaúcha.

Mais do que um músico, Bagre Fagundes tornou-se um guardião da memória cultural do Rio Grande do Sul. Sua partida encerra um capítulo da música nativista, mas suas canções seguirão ecoando em festivais, CTGs, escolas e rodas de chimarrão, mantendo viva a essência do povo gaúcho.

O LEGADO DE BAGRE FAGUNDES

Quem foi Bagre Fagundes?

• Nome: Euclides Fagundes Filho.
• Morreu aos 86 anos, em Porto Alegre.
• Coautor do clássico Canto Alegretense, ao lado de Nico Fagundes.
• Patriarca do grupo Os Fagundes.
• Referência da música nativista e do tradicionalismo gaúcho.
• Incentivou gerações de artistas e defensores da cultura regional.
• Receberá homenagem oficial com velório no Palácio Piratini.
• Seu legado ultrapassa a música e integra o patrimônio cultural do Rio Grande do Sul.
• Canções como Canto Alegretense seguem como símbolos da identidade gaúcha.
• A despedida mobiliza milhares de admiradores em todo o Estado.
• A cultura gaúcha perde uma de suas vozes mais emblemáticas.
• A história de Bagre Fagundes permanecerá viva na memória e no coração dos gaúchos.

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Preso em Alegrete fugitivo por tentativa de feminicídio em Porto Alegre

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), localizou na terça-feira, 15 de julho, um homem de 67 anos condenado por tentativa de feminicídio em Porto Alegre.

A captura ocorreu em Alegrete, após troca de informações entre o GAECO e as agências Local de Inteligência do 6º Batalhão de Polícia de Choque e Regional do Delta do Jacuí (CRPM-DJ) da Brigada Militar (BM). O condenado estava foragido desde 2022.

O crime ocorreu em 17 de dezembro de 2016, no bairro Vila João Pessoa, na Capital. Conforme a investigação, durante uma discussão em família, o homem atacou a então companheira, que tinha 58 anos na época, com uma faca de cozinha, causando ferimentos na região do pescoço. A agressão foi interrompida após a intervenção de familiares e a vítima foi socorrida e encaminhada para atendimento médico.

A prisão foi realizada por policiais militares após o repasse de informações do GAECO. O homem possuía mandado de prisão decorrente de condenação transitada em julgado, ou seja, sem possibilidade de recurso, e foi encaminhado para os procedimentos legais e o cumprimento da pena em regime fechado.

PROJETO PROTETOR

O Projeto Protetor é uma iniciativa do MPRS com coordenação do GAECO e tem como objetivo localizar e prender foragidos investigados ou condenados por crimes praticados no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.

A ação, que iniciou este ano, reúne esforços do GAECO e de órgãos de segurança pública para dar efetividade às decisões judiciais, ampliar a proteção das vítimas e combater a impunidade em casos de violência de gênero.

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