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CAPS e voluntários trabalham na reinserção social de pacientes

Uma das metas do Sistema de Saúde Mental de Alegrete é a reinserção social de seus usuários. Uma forma é a moradia individual e a responsabilidade pela manutenção da própria residência. Para isso, são realizados mutirões solidários de recuperação de casas que se transformam em lares para pacientes com transtornos psíquicos, mas com capacidade de socialização. Por meio de rotinas assim, esses indivíduos passam, gradativamente, a protagonizar suas vidas.

Em 2017, com o auxílio do Sistema de Saúde Mental, oito pessoas já vivem em casas independentes. A prática de reintegração social reflete a confiança que a sociedade deposita sobre um indivíduo, como o pagamento do aluguel, da tarifa da água, luz e a alimentação. Cada novo passo no processo é um avanço na reabilitação do indivíduo.
Todo ser humano que ocupa um lugar na sociedade exerce um papel. Por isso, a reinserção social ajuda uma pessoa na integração do convívio social e a se sentir valiosa enquanto parte de um todo. Para a diretora de Saúde Mental do município, Nadia Mileto, a fragilidade do paciente não anula as suas condições de viver em sociedade. “Considero a alta assistida o ápice da reabilitação, pois a pessoa que possui um transtorno psíquico grave sempre terá uma fragilidade, mas isso não quer dizer que não tenha condições de viver em sociedade”, ressalta.

Para que essa prática seja possível, a equipe do Serviço Residencial Terapêutico realiza mutirões solidários para recuperação e adaptação de casas que, em breve, receberão pacientes em processo de reinserção e seus familiares. Atualmente, a equipe conta com o apoio de voluntários e promove o mutirão para mais uma casa que será o lar de três usuários do sistema e seus filhos.

A reforma é coordenada pelo diretor da Residência Terapêutica, Claudiomiro Oliveira, e é realizada em conjunto com a equipe da Saúde Mental. O trabalho também conta com apoio de voluntários da Associação de Usuários, Familiares e Militantes da Saúde Mental de Alegrete (AUFAMISMA) e da assistente social Ana Cláudia de Mendonça Alves.

Mesmo com o avanço dos pacientes, eles continuam recebendo o acompanhamento da equipe do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II) e demais Caps locais.

Fotos: Prefeitura Municipal

 

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Obra particular rompe rede e cinco bairros estão sem água.

Obra particular rompe rede de água, e abastecimento em cinco bairros deve retornar durante a madrugada

Uma obra particular rompeu uma rede de água na Rua Olegário Vitor Antônio José de Vargas, em Alegrete, na noite desta quarta-feira, 26, e o abastecimento foi interrompido na região da Coxilha e nos bairros Fronteira Oeste, Maria do Carmo, Novo Lar e Vila Inês.

A Corsan está realizando o reparos, com previsão de que o retorno do fornecimento de água ocorra durante a madrugada desta quinta-feira, 27, de forma gradual.

Para mais informações, podem ser usados os canais de relacionamento da Corsan com o cliente: app Corsan, site www.corsan.com.br (na Unidade de Atendimento Virtual), WhatsApp (51) 99704-6644 e ligações gratuitas pelo 0800.646.6444.

A Corsan está permanentemente disponível nesses canais e recomenda que a população utilize esses meios de contato com a Companhia para solicitações, pedidos de informação ou para fazer comunicados. Isso agiliza a tomada de providências e a mobilização das equipes de serviço.

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MP consegue condenar a 30 anos autor de feminicídio em Alegrete

Após denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o Tribunal do Júri em Alegrete condenou nesta terça-feira, 25 de março, a 30 anos de reclusão, homem que agrediu sua companheira até a morte no ano de 2023.

Na madrugada do dia 20 de novembro, após uma discussão com a companheira, o denunciado a espancou com diversos golpes pela cabeça e pelo corpo, fugindo logo após e deixando a vítima inconsciente e agonizando por horas, até ser encontrada por uma vizinha e socorrida pelo SAMU.

A mulher foi encaminhada ao hospital, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos, indo a óbito no dia seguinte.

O crime foi praticado por meio cruel, uma vez que o denunciado agiu com brutalidade desmedida ao espancar a vítima na região da cabeça, o que acarretou fratura do crânio e hemorragia cerebral, causando-lhe sofrimento desnecessário, e por razões da condição de sexo feminino (feminicídio).

“Os jurados foram chamados à responsabilidade de encerrar esse ciclo de violência em que a vítima se encontrava, garantindo a punição do responsável, e, ao acolher integralmente o pedido do Ministério Público, indicaram que a sociedade não tem mais nenhuma tolerância com a violência contra as mulheres”, destacou a promotora de Justiça Maura Lelis Guimarães Goulart, que atuou em plenário.

O juiz determinou a imediata execução da pena do condenado, que respondeu preso a todo o processo, e fixou indenização mínima de 30 salários mínimos em favor dos familiares da vítima, a título de reparação pelos danos morais provocados pelo crime.

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Cidade

Pavimentação asfáltica iniciada pela manhã já está entregue

Projeto experimental busca avaliar benefícios em durabilidade e manutenção frente à pavimentação rígida comum

 

O Sindicato da Indústria da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem do Rio Grande do Sul (SICEPOT-RS) doou 100 metros de pavimentação asfáltica com polímero para a Prefeitura de Alegrete.

Prefeito Jesse recebe o trecho piloto com pavimento flexível de asfalto

 

Houve um convite informal agora no final da tarde no trecho na avenida Tiaraju. O prefeito Jesse Trindade recebeu do engenheiro Luís Henrique Bento Leal, da Construtora Alegretense.

A iniciativa busca oferecer uma opção mais sustentável e técnica em comparação à pavimentação rígida, comumente adotada em vias urbanas sem o necessário planejamento técnico.

A doação inclui todo o material necessário para a base e sub-base, priorizando recursos naturais da região e métodos que reduzem a emissão de carbono.

Sinalização de acesso ao prédio da OAB

Essa ação do SICEPOT-RS responde a um problema crescente em pequenas e médias cidades do Rio Grande do Sul, onde a escolha pela pavimentação rígida tem causado problemas estruturais, como rachaduras e desnivelamentos, elevando os custos de manutenção para o governo.

Com a pista experimental, será possível comparar diretamente as duas tecnologias de pavimentação, avaliando qual oferece o melhor custo-benefício, durabilidade e facilidade de manutenção.

 

Em Alegrete, a escolha pela pavimentação flexível se mostra mais adequada, especialmente devido às frequentes necessidades de manutenção na rede de abastecimento de água.

A pavimentação flexível, predominante em mais de 95% das rodovias e vias urbanas na América do Norte e Europa, destaca-se por sua economia, facilidade de manutenção e capacidade de adaptação às mudanças do solo.

Além disso, é uma opção mais ecológica, permitindo a reciclagem completa ao fim de sua vida útil, ao contrário do pavimento rígido, que necessita de demolição e reconstrução.

A promoção da pavimentação rígida por parte de grupos ligados ao setor de cimento e concreto, especialmente em municípios sem equipes técnicas especializadas, tem resultado em falhas estruturais graves.

 

A pista doada pelo SICEPOT-RS, construída com técnicas e materiais avançados, permitirá estudos técnicos detalhados, com o apoio de especialistas da Universidade Federal do Pampa (Unipampa).

 

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