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RGE Sul notifica Prefeitura de Rosário pela segunda vez sobre risco de suspensão de energia elétrica

A Prefeitura Municipal de Rosário do Sul foi notificada, novamente, pela concessionária RGE Sul devido a vencimentos em atraso. O aviso prévio estipula 15 dias para suspensão de energia elétrica, caso a dívida não seja negociada. O documento elenca 61 prédios públicos, nos quais os valores em atraso somam mais de R$400 mil. Uma notificação, referente a três prédios, já havia sido encaminhada ao Executivo no mês de maio.

O documento foi entregue na manhã desta segunda-feira (12) na Prefeitura Municipal e na Câmara de Vereadores. Nele são citados os 61 prédios em que o pagamento da luz está em atraso e os meses referentes. O primeiro débito é de novembro de 2015 e o último de maio de 2017. Entre os prédios públicos citados estão, por exemplo, o Corpo de Bombeiros, a Secretaria de Saúde e de Obras, escolas municipais de Educação Infantil e de Ensino Fundamental.

O vencimento mais baixo é de R$ 40,45 e o mais alto é de R$ 4.238,91. O total da dívida é de R$ 404.748,94. Conforme a assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal, a informação não é novidade. “O município já tinha conhecimento e está fazendo um estudo relativo para ver se não tem duplicidade de valores”. Ainda de acordo com o setor, na manhã desta terça-feira (13), o jurídico do órgão vai se reunir para fechar os valores e entrar um contato com a empresa RGE.

Em reunião com o presidente da Câmara de Vereadores, Gilson Alves (PDT), o consultor de negócios da concessionária, Cristiano Peres, entregou em mãos a notificação. O presidente do Legislativo ressalta que a dívida é relativa ao período de governo da prefeita atual, Zilase Rossignollo Cunha (PTB). “A gente fica muito preocupado. Isso vai acabar afetando o nosso município. O senhor Cristiano Peres relatou que vai ser cortada a energia elétrica de vários locais que a gente precisa”, afirmou ele.

Notificação com valores em atraso de mais de 60 prédio foi entregue no Executivo e no Legislativo. Foto: Reprodução / RGE Sul

Entenda o caso

O município de Rosário do Sul já havia sido notificado pela RGE Sul Energia no dia 16 de maio, com aviso prévio de suspensão de energia em prédios públicos, no período de 15 dias após a emissão, caso uma dívida de aproximadamente R$ 165 mil não fosse quitada. O atraso no pagamento era referente a vencimentos de 16 meses de energia elétrica nos prédios da Administração da Prefeitura, da Secretaria Municipal de Obras e do Teatro João Pessoa.

No dia 1º de maio, a Prefeitura emitiu nota de esclarecimento sobre o débito, afirmando ter quitado todas as 16 parcelas em atraso no dia 30 de abril. Na nota também foi mencionado um saldo remanescente – motivo da segunda notificação, entregue nessa segunda-feira (12). Conforme o texto,  o saldo remanescente seria “objeto de deliberação em processo administrativo que se encontra na Secretaria Municipal da Fazenda, a qual está analisando a proposta de parcelamento proposto pela concessionária e após pela Procuradoria Jurídica”.

 

 Fonte: Gazeta de Rosário                   Reportagem: Natalia Apoitia 
Foto: Assessoria da Presidência / Câmara de Vereadores

 

 

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Política

Caravana Coração Gaúcho em Alegrete marca eleições de 2026

A pré-candidata ao Governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola (PDT), esteve em Alegrete na noite de sexta-feira (3), dando sequência à agenda da Caravana Coração Gaúcho, iniciativa que percorre municípios do Estado para fortalecer a construção da pré-campanha eleitoral de 2026.

O encontro reuniu lideranças políticas, militantes e apoiadores da Fronteira Oeste em mais uma etapa da mobilização regional.

Ao lado de Juliana participaram o pré-candidato a vice-governador Edegar Pretto, os pré-candidatos ao Senado Manuela D’Ávila e Paulo Pimenta, além do deputado federal Afonso Motta e da deputada Fernanda Melchionna.

Durante o evento, as lideranças defenderam a união das forças políticas que compõem a pré-candidatura majoritária e destacaram a necessidade de ampliar o diálogo com diferentes regiões do Estado.

Os discursos enfatizaram propostas voltadas ao desenvolvimento do Rio Grande do Sul e à construção de um projeto político para o próximo ciclo eleitoral.

A passagem por Alegrete integra uma série de encontros previstos em diversas cidades gaúchas. Segundo a organização, a Caravana busca ouvir as demandas da população, fortalecer a participação das bases partidárias e consolidar a pré-campanha antes do início oficial do período eleitoral.

A movimentação marca a disputa pelo Palácio Piratini começa a ganhar ritmo no interior do Estado, tornando os municípios protagonistas do debate sobre os rumos do Rio Grande do Sul. 

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Política

Eleições 2026. Confira as novas regras que já estão valendo

 

Desde o sábado, 4 de julho de 2026, entraram em vigor as principais restrições do calendário das eleições de 2026 estipuladas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Essas normas — conhecidas como condutas vedadas — valem para os 90 dias que antecedem o primeiro turno (4 de outubro) e têm o objetivo de garantir a igualdade entre candidatos e evitar o uso da máquina pública na campanha.
Aqui está um resumo detalhado do que muda e passa a valer:
1. Restrições à Publicidade e Eventos Oficiais
* Publicidade institucional: Fica proibida a autorização de propagandas sobre atos, programas, obras, serviços e campanhas de órgãos públicos, exceto em situações de grave e urgente necessidade pública reconhecidas pela Justiça Eleitoral.
* Pronunciamentos na TV e Rádio: Estão vetados pronunciamentos em cadeia de rádio e televisão fora do horário eleitoral gratuito, a menos que haja urgência justificada.
* Canais digitais oficiais: Os sites e redes sociais de órgãos públicos devem ser revisados para retirar nomes, slogans, símbolos, imagens ou elementos que promovam autoridades com mandatos em disputa.
* Inaugurações e shows: É proibida a realização de shows pagos com dinheiro público em inaugurações de obras. Além disso, os candidatos estão proibidos de comparecer a esses eventos de inauguração.
2. Regras para Servidores Públicos
* Movimentações de pessoal: Ficam proibidas demissões, exonerações, remoções ou transferências de servidores públicos (civis e militares) sem justa causa, salvo as exceções previstas em lei.
* Uso da mão de obra: É proibido ceder servidores públicos para trabalhar em campanhas eleitorais durante o horário de expediente normal.
> Importante: O descumprimento dessas regras pode acarretar penalidades severas, como aplicação de multas, cassação do registro de candidatura, cassação do diploma e até a perda do mandato.
>
Próximos passos do calendário eleitoral
A reportagem também destaca os marcos importantes das próximas semanas:
* 5 de julho: Início da propaganda intrapartidária (para buscar apoio interno nos partidos, ainda sem uso de rádio, TV ou outdoors).
* 20 de julho a 5 de agosto: Período de realização das convenções partidárias para a escolha oficial dos candidatos e início dos registros.
* 15 de agosto: Prazo final para o registro das candidaturas.
* 16 de agosto: Começo oficial da campanha eleitoral nas ruas e na internet.
* 4 de outubro: Primeiro turno das eleições.

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Política

Ex-prefeito de Uruguaiana é denunciado por corrupção e organização criminosa

O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou o ex-prefeito de Uruguaiana, Ronnie Peterson Colpo Melo (PP), pelos crimes de corrupção ativa e organização criminosa.

A investigação teve início após o vereador Luiz Fernando Braite (PDT) apresentar gravações que apontariam uma suposta oferta de R$ 100 mil para que ele desistisse de disputar uma vaga de deputado estadual, interrompesse denúncias contra a Prefeitura e votasse favoravelmente às contas da gestão de 2023.

Segundo o MP, a proposta teria sido feita por um então secretário municipal, que chegou a ser preso durante as investigações. Após a denúncia, Ronnie Melo foi exonerado do cargo de chefe de gabinete do deputado estadual Frederico Antunes.

O processo segue em tramitação na Justiça, sem condenação até o momento, e os denunciados terão direito à ampla defesa. O advogado Bruno Seligma de Menezes classificou a denúncia como “absurda, ilógica e infundada”, afirmando que não há provas que liguem o ex-prefeito aos fatos.

A defesa também destaca que as contas da gestão receberam parecer favorável do Tribunal de Contas e foram aprovadas pela Câmara Municipal.

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