Eleições
PRIMEIRO TURNO REDESENHA O MAPA DOS ESTADOS
Governadores são definidos sem necessidade de nova votação em grande parte do país; PL, PSD, Republicanos, PT, PP e MDB dividem as principais conquistas
O primeiro turno das eleições de 2026 redesenhou neste domingo (4) o mapa político dos governos estaduais brasileiros. Em grande parte do país, a disputa terminou sem necessidade de uma nova votação, com candidatos ultrapassando a marca de 50% dos votos válidos exigida pela legislação eleitoral.
Entre os resultados de maior peso político está o Rio Grande do Sul, onde Luciano Zucco, do PL, garantiu a eleição ainda no primeiro turno. Com 91,53% das urnas totalizadas, ele já somava 57,88% dos votos válidos e não podia mais ser alcançado pelos adversários.
O PL também conquistou resultados expressivos em outros estados. Jorginho Mello foi reeleito em Santa Catarina com mais de 68% dos votos, enquanto Marcos Rogério venceu em Rondônia e Arthur Henrique garantiu o governo de Roraima.
O Republicanos igualmente ampliou sua presença entre os governos estaduais. Em Mato Grosso, Otaviano Pivetta venceu no primeiro turno, alcançando mais de 61% dos votos válidos.
No Centro-Oeste, Daniel Vilela, do MDB, assegurou a permanência no governo de Goiás, com 58,82%. Em Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, do PP, obteve uma das votações mais amplas da noite: 67,36% dos votos válidos.
O PP também garantiu a Paraíba. Lucas Ribeiro foi reeleito com 64,41% dos votos válidos. No Piauí, Rafael Fonteles, do PT, confirmou a reeleição ainda no primeiro turno, superando 70%.
Os resultados mostram uma distribuição dos governos entre diferentes forças partidárias, mas também revelam concentrações regionais. O PL, por exemplo, saiu fortalecido especialmente no Sul e em estados do Norte, enquanto outras siglas preservaram ou ampliaram espaços no Nordeste e Centro-Oeste.
Nos estados em que nenhum candidato alcançou a maioria absoluta dos votos válidos, a definição ficará para o segundo turno. A nova votação está marcada para 25 de outubro.
O SUL FECHOU NO PRIMEIRO TURNO
O resultado dos três estados do Sul está entre os movimentos políticos mais significativos da eleição para governador. No Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL) venceu no primeiro turno. Em Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) garantiu a reeleição com ampla vantagem. O partido também conquistou o Paraná. O desempenho transforma a Região Sul em uma área de forte presença do PL nos governos estaduais e terá reflexos na composição política regional a partir de 2027.
QUANDO NÃO HÁ SEGUNDO TURNO?
Para ser eleito governador no primeiro turno, o candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos — 50% mais um. Votos brancos e nulos não entram nesse cálculo. Quando nenhum concorrente alcança essa maioria absoluta, os dois candidatos mais votados disputam o segundo turno. Em 2026, onde houver necessidade dessa nova votação, os eleitores retornarão às urnas em 25 de outubro.
Eleições
ZUCCO, VAN HATTEN E SANDERSON ELEITOS NO RS
Eleição redefine o comando do Piratini e entrega as duas vagas gaúchas ao Senado a candidatos do PL e do Novo
O Rio Grande do Sul saiu das urnas neste domingo, 4 de outubro, com uma definição clara nas principais disputas estaduais. Luciano Zucco (PL) foi eleito governador no primeiro turno, enquanto Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) conquistaram as duas vagas em disputa para o Senado.
Zucco recebeu 57,88% dos votos válidos, somando 3.220.163 votos, conforme a totalização divulgada na noite deste domingo. Juliana Brizola (PDT) ficou em segundo lugar, com 31,88% e 1.773.611 votos. Gabriel Souza (MDB) terminou em terceiro, com 8,40%.
A vitória acima dos 50% dos votos válidos resolveu a eleição para o Palácio Piratini já no primeiro turno. Zucco terá como vice-governadora Silvana Covatti (PP).
DUAS VAGAS, MESMO CAMPO
No Senado, a disputa foi mais apertada entre os dois primeiros colocados, mas bastante mais distante em relação aos demais candidatos.
Com 87,04% das urnas contabilizadas, quando o resultado já estava matematicamente definido, Sanderson aparecia com 30,05% e Marcel van Hattem com 30,02%. Manuela d’Ávila (PSOL) estava em terceiro, com 17,15%, e Paulo Pimenta (PT), em quarto, com 16,36%.
Sanderson e van Hattem são atualmente deputados federais. Com a eleição, passam da Câmara para mandatos de oito anos no Senado.
O RECADO DAS URNAS
O resultado produz uma mudança importante na representação política gaúcha. O PL conquista o governo estadual com Zucco e também uma das cadeiras do Senado com Sanderson. O Novo fica com a segunda vaga por meio de Marcel van Hattem.
Somados, Sanderson e van Hattem concentravam aproximadamente 60% dos votos válidos computados para o Senado no momento em que a eleição dos dois foi matematicamente confirmada.
Do outro lado, Manuela d’Ávila e Paulo Pimenta, os dois principais nomes da esquerda na disputa pelo Senado, ficaram fora das vagas.
A composição saída das urnas, portanto, não se limita à escolha de um novo governador. Ela também altera a bancada gaúcha no Senado e amplia a presença de PL e Novo entre os principais cargos políticos escolhidos pelo eleitorado do Rio Grande do Sul em 2026.
ZUCCO
PL — 57,88%
3.220.163 votos
Eleito governador no 1º turno
SANDERSON
PL — cerca de 30%
Eleito senador
MARCEL VAN HATTEM
Novo — cerca de 30%
Eleito senador
Eleições
Trump promete “era de ouro” para os EUA após vitória eleitoral
Em evento na Flórida, ex-presidente declara vitória com 267 delegados, prometendo recuperação. No discurso de vitória, Trump se compromete a lutar pela recuperação do país e segurança das fronteiras
Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, anunciou sua vitória nas eleições presidenciais de 2024. Ele estava em Mar-a-Lago, Flórida, com J.D. Vance, seu companheiro de chapa. A declaração veio após a Associated Press (AP) indicar que Trump havia alcançado 267 dos 270 delegados necessários. O evento ocorreu na madrugada de 06.Nov.2024.
Trump expressou sua gratidão pelo apoio recebido e destacou a importância do movimento político que lidera. “Esse foi o maior movimento político, nunca antes visto na história desse país”, afirmou.
Ele se comprometeu a endereçar questões críticas como a recuperação do país e a segurança das fronteiras. “Vamos ajudar o nosso país a se recuperar, vamos resolver as nossas fronteiras e todos os outros problemas do nosso país. Superamos obstáculos que não achavam possíveis, e olha só o que aconteceu? Não é uma loucura? Mas é uma vitória política nunca antes vista no nosso país”, declarou Trump.
O ex-presidente reiterou seu compromisso com todos os cidadãos americanos. “Para todos os cidadãos, lutarei por você, por sua família, com cada fibra do meu corpo, até que tenhamos a América que queremos, teremos a era de ouro dos EUA, que nos permitirá tornar a América grande novamente”, disse.
J.D. Vance, vice-presidente eleito, foi elogiado por Trump por sua eficácia e determinação. “Quero ser o primeiro a dar os parabéns para o nosso vice-presidente eleito dos EUA, J. D Vance, e a sua maravilhosa esposa, e esse cara é demais. Ir para o campo do inimigo, ir para uma certa rede, mas ele chega lá e acaba com todos eles”, comentou Trump.
A vitória de Trump foi projetada após uma disputa acirrada com Kamala Harris, candidata do Partido Democrata. Trump liderou a contagem de delegados com 267, enquanto Harris obteve 214. A AP projetou a vitória de Trump em estados-chave, incluindo a Pensilvânia, contribuindo significativamente para seu total de delegados.
Eleições
Bolsonaristas tomam às ruas e pedem intervenção em frente de quartéis
Os alegretenses patriotas, que não aceitam ser governados pelo descondenado Lula da Silva fizeram plantão de verde e amarelo, com bandeiras e vestidos com às cores do Brasil em frente ao 12 BE Comb, pedindo intervenção militar. Estes eleitores alegam que o resultado da eleição teve manipulação de algoritmos e não correspondem aos fatos.
O movimento é em nível nacional, apóia a paralisação dos caminhoneiros e, por enquanto, está crescendo e há registros em todos Estados, conforme mostram às redes sociais.
Esta mobilização de eleitores bolsonaristas denuncia que houve fraude e divulga pelas redes sociais uma sequência de fatos que consideram inconstitucionalidades produzidas pela mais alta corte do país.
Consideram que a fraude foi sistêmica. Não teria sido só na urna e nem só na apuração e sim em todo o processo, desde o início, e que Lula foi só uma peça desse sistema.
Vejam esta sequência que dá base a esta mobilização no país.
1. Em 21/03/19, um grupo de juízes federais e desembargadores viajou à Curitiba para manifestar apoio e solidariedade ao então preso Lula, participando da chamada “vigília Lula livre”. Você já viu um negócio desses? Juízes sensibilizamos com um ladrão preso? Veja o desfecho que isso tudo daria;
2. Para derrubar Bolsonaro, era necessário um oponente. Por isso, tiraram Lula da cadeia, anularam a sua condenação e devolveram seus direitos políticos, tornado-o elegível;
3. Impediram toda e qualquer ação que garantisse transparência na votação e na apuração, o tão discutido voto auditável. Ponto alto disso foi a ida dos ministros Barroso e Alexandre de Moraes até a câmara federal para pressionar a troca dos presidentes de comissão, o que foi decisivo para o projeto não passar. Nesse dia foi gravado aquela triste passagem com a fala eternizada “eleição não se ganha, se toma”;
4. Ampliaram o poder do TSE, concentrando autoridade na mão de apenas um homem: Alexandre de Moraes. Carmen Lúcia deixou para a história em voto recente onde reconheceu a inconstitucionalidade da censura, mas lavou as mãos. Nem ela teve força para ir contra o Sistema;
5. Ainda não sabemos como, mas o Sistema calou/amordaçou os ministros Nunes Marques e André Mendonça;
6. Alexandre de Moraes garantiu que a propaganda eleitoral em rádio (fundamental especialmente no Nordeste) fosse fraudada em benefício de Lula, em no mínimo 154 mil inserções a menos para Bolsonaro;
7. Globo, Estadão, Folha e UOL montaram e lideraram um pool de mídia favorável à Lula, garantindo 24 hs diárias de propaganda e mentiras contra Bolsonaro;
8. Alexandre de Moraes liderou uma ampla rede de vigilância contra a boa informação, fazendo censura prévia em veículos de comunicação, decretando prisões de oficio, desmonetização de canais e perseguição de ativistas e apoiadores de Bolsonaro. A Jovem Pan viveu dias de censura;
9. A Justiça Eleitoral nos Estados entrou na fraude sistêmica, vigiando até a militância voluntária, mandando retirar cartazes, outdoors, adesivos de carros, até a bandeira brasileira teve seu uso cerceado;
10. Enquanto a campanha de Bolsonaro era cerceada de todos os lados, Lula seguia livre, fazendo tudo o que Bolsonaro não podia fazer, inclusive manifestações com traficantes armados no RJ;
11. Alexandre de Moraes tornou-se um ativista político a serviço do PT, atendendo todo e qualquer pedido da campanha petista.
12. Bolsonaro e suas mídias foram proibidas até de falar verdades como Lula foi condenado, Lula não foi inocentado, Lula tem ligação com facções criminosas e que Lula foi o chefe de organização criminosa;
13. A PM foi impedida de fazer operações contra traficantes, a PRF foi impedida de finalizar boca de urna e compra de votos, a PF foi impedida de investigar pesquisas fraudulentas;
14. Os institutos de pesquisa manipularam números ao bel prazer, com amplo e potente apoio da grande mídia, o que com certeza teve grande impacto na votação, especialmente no primeiro turno;
15. Redes sociais foram vigiadas, canais desmonetizados, contas foram bloqueadas e influenciadores foram silenciados;
16. Câmara e Senado Federal calaram-se diante de todos os descalabros judiciais praticados pelo TSE.
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