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Paulo de Tarso

Brasil celebra Dia da Conquista do Voto Feminino em 24 de fevereiro

Apesar de mais de 52% dos votantes serem mulheres, a representatividade feminina em cargos eletivos ainda é desproporcional”

No Brasil, a celebração do Dia da Conquista do Voto Feminino ocorre em 24.fev. Esta data simboliza um avanço significativo na luta pelos direitos políticos das mulheres. A Lei nº 13.086 instituiu a comemoração, remetendo ao Código Eleitoral de 1932.

Esse código foi pioneiro ao garantir às mulheres o direito de votar e serem votadas, independentemente do gênero. Tal marco não só reconheceu as mulheres como eleitoras, mas também incentivou sua participação ativa na política do país.

A aprovação do Código Eleitoral em 1932 marcou o ápice de longas lutas pela inclusão feminina no espaço político. Antes dessa conquista, a possibilidade de voto feminino já era discutida, porém sem êxito.

Com a mudança na legislação, Carlota Pereira de Queiroz se tornou, em 1933, a primeira mulher eleita para um cargo federal no Brasil, marcando o início da presença feminina na Assembleia Nacional Constituinte.

A jornada em direção ao sufrágio feminino começou no final do século XIX, com movimentos em busca de reconhecimento e igualdade de direitos.

O Rio Grande do Norte se destacou em 1927 ao permitir que mulheres votassem e fossem votadas, com Celina Guimarães Viana sendo a primeira eleitora do país. Esse avanço regional precedeu a mudança nacional, evidenciando a influência feminina na sociedade.

A inclusão do voto feminino na Constituição de 1934 solidificou o direito das mulheres ao voto, ainda que com restrições iniciais. Somente com a Constituição de 1946 o voto feminino se tornou obrigatório, equiparando-se aos direitos políticos masculinos.

Atualmente, o eleitorado feminino supera o masculino, constituindo mais de 52% dos votantes. Esse número reflete a conquista do direito ao voto e a crescente participação feminina na política e na sociedade.

Contudo, a representatividade feminina em cargos eletivos permanece desproporcional, sinalizando a necessidade de avanços para uma igualdade plena.

 

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Paulo de Tarso

Nem tudo é notícia.

Há uma regra elementar nas redações profissionais: suicídio não é espetáculo.

Não é assunto para manchetes apelativas, exposição de circunstâncias, exploração da identidade da vítima ou corrida por cliques. Não porque o jornalismo deva esconder a realidade, mas porque há situações em que a maneira de informar também pode produzir consequências.

Alegrete vive dias dolorosos.

Ontem, um estudante de uma escola estadual morreu por suicídio. A notícia rapidamente ganhou espaço em portais e redes sociais da cidade. O EQ fez outra escolha: não transformou uma tragédia humana em conteúdo para disputar audiência.

Hoje, a comunidade foi atingida por uma segunda morte, envolvendo uma adolescente da mesma escola.

É preciso estabelecer aqui uma diferença fundamental: não há elementos que permitam afirmar que a divulgação do primeiro caso tenha provocado o segundo. Fazer essa associação como fato seria tão irresponsável quanto ignorar aquilo que décadas de estudos e protocolos profissionais já ensinaram às redações: a cobertura inadequada de suicídios pode favorecer comportamentos de imitação entre pessoas vulneráveis.

É exatamente por isso que existem recomendações específicas para o tratamento jornalístico desses episódios.

Não se trata de censura. Trata-se de responsabilidade.

O jornalismo pode — e deve — falar sobre suicídio. Deve discutir saúde mental, prevenção, sofrimento, redes de apoio, políticas públicas e caminhos para buscar ajuda. O que não deve fazer é transformar a morte em narrativa espetacular, explorar e/ou converter o sofrimento de uma família em mercadoria para alimentar algoritmos.

O EQ não pretende ocupar o lugar de paladino das boas práticas jornalísticas. Também erramos e estamos permanentemente sujeitos à revisão de nossas escolhas.

Mas existe um limite que uma redação profissional precisa reconhecer.

Antes do clique existe uma pessoa. Antes da audiência existe uma família. E antes da notícia existe a vida.

Quando plataformas, páginas ou veículos abandonam esses princípios para competir por alcance nas redes sociais, a discussão deixa de ser apenas sobre gosto editorial. Passa a ser sobre responsabilidade.

Informar exige técnica. Exige critério. E, sobretudo, exige ética.

Nem tudo o que desperta curiosidade pública precisa ser explorado da mesma maneira. Nem tudo o que gera audiência merece uma manchete.

Há momentos em que o jornalismo demonstra sua qualidade não apenas pelo que publica.

Mas também pelo que decide não transformar em espetáculo.

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Paulo de Tarso

Chimarrão, lareira e outras coisitas a mais: as armas do gaúcho contra o frio intenso

Quando o inverno mostra sua força e a geada pinta os campos de branco, o gaúcho já sabe o caminho. A chaleira vai ao fogo, a cuia passa de mão em mão e a lareira transforma a casa em abrigo.

O chimarrão aquece o corpo e aproxima as pessoas. A lenha estalando no fogo embala conversas, histórias e silêncios que só o inverno sabe explicar.

O poncho sai do armário, a boina volta à cabeça, o pala enfrenta o minuano e a comida ganha sabor de aconchego: carreteiro, feijão, sopa de capeletti, pinhão e um bom churrasco desafiam as baixas temperaturas.

No Rio Grande, o frio nunca foi apenas um fenômeno da natureza. É um convite para reforçar as tradições, reunir a família e lembrar que a verdadeira força do gaúcho está na capacidade de transformar o rigor do inverno em calor humano.

Porque, por aqui, o inverno pode até congelar a paisagem. Mas jamais esfria a alma de quem nasceu para enfrentar o minuano.

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Paulo de Tarso

PRF prende contrabandista com veículo carregado de agrotóxicos ilegais em Rosário do Sul

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