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Paulo de Tarso

Brasil bate recorde de turistas argentinos em 2025

Uruguaiana se destaca como principal porta de entrada, impulsionando a economia local. Crescimento no setor gera 76,5 mil empregos temporários, com destaque para alimentação e hospedagem

O Brasil alcançou um marco na recepção de turistas estrangeiros no início de 2025, com destaque para os visitantes argentinos, que impulsionaram a economia nacional.

A cidade de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, destacou-se como principal entrada terrestre para esses turistas, conforme reportado pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (01 de fevereiro de 2025).

Entre os dias 1º e 22 de janeiro, o município registrou a passagem de 396.452 turistas de várias nacionalidades, sendo 385 mil argentinos, um número superior ao recorde anterior de 2023.

Esse aumento expressivo no fluxo de visitantes estrangeiros não só reafirma o Brasil como destino turístico de destaque, mas também promove o crescimento econômico local.

Patrícia Palermo, economista-chefe da Fecomércio-RS, explicou que a valorização do peso argentino frente ao real tem motivado os argentinos a escolherem as praias gaúchas e catarinenses, devido ao custo-benefício atrativo.

 

O turismo tem beneficiado diversos setores, como hospedagem, alimentação e varejo, além de fomentar a geração de empregos temporários para suprir a demanda crescente.

A CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviço e Turismo) estima a criação de 76,5 mil vagas temporárias no setor turístico de outubro de 2024 a janeiro de 2025, o maior volume desde 2015. O segmento de alimentação lidera as contratações, seguido por transportes e hospedagem.

O salário médio de admissão deve ser de R$ 1.842, um aumento real de 1,9% em comparação ao período homólogo do ano anterior.

Os pequenos negócios, representando 97% dos empreendimentos turísticos no Brasil, têm um papel fundamental, segundo Décio Lima, presidente do Sebrae nacional. A ABLA (Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis) também notou um crescimento na procura por aluguel de veículos por turistas estrangeiros, projetando um aumento de até 15% na temporada de verão de 2025 em relação ao ano passado.

A demanda por profissionais qualificados no setor de bares e restaurantes, especialmente aqueles que falam um segundo idioma, tem aumentado. Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, ressaltou a necessidade de investir na capacitação dos trabalhadores para atender a um mercado em constante evolução.

 

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Paulo de Tarso

Nem tudo é notícia.

Há uma regra elementar nas redações profissionais: suicídio não é espetáculo.

Não é assunto para manchetes apelativas, exposição de circunstâncias, exploração da identidade da vítima ou corrida por cliques. Não porque o jornalismo deva esconder a realidade, mas porque há situações em que a maneira de informar também pode produzir consequências.

Alegrete vive dias dolorosos.

Ontem, um estudante de uma escola estadual morreu por suicídio. A notícia rapidamente ganhou espaço em portais e redes sociais da cidade. O EQ fez outra escolha: não transformou uma tragédia humana em conteúdo para disputar audiência.

Hoje, a comunidade foi atingida por uma segunda morte, envolvendo uma adolescente da mesma escola.

É preciso estabelecer aqui uma diferença fundamental: não há elementos que permitam afirmar que a divulgação do primeiro caso tenha provocado o segundo. Fazer essa associação como fato seria tão irresponsável quanto ignorar aquilo que décadas de estudos e protocolos profissionais já ensinaram às redações: a cobertura inadequada de suicídios pode favorecer comportamentos de imitação entre pessoas vulneráveis.

É exatamente por isso que existem recomendações específicas para o tratamento jornalístico desses episódios.

Não se trata de censura. Trata-se de responsabilidade.

O jornalismo pode — e deve — falar sobre suicídio. Deve discutir saúde mental, prevenção, sofrimento, redes de apoio, políticas públicas e caminhos para buscar ajuda. O que não deve fazer é transformar a morte em narrativa espetacular, explorar e/ou converter o sofrimento de uma família em mercadoria para alimentar algoritmos.

O EQ não pretende ocupar o lugar de paladino das boas práticas jornalísticas. Também erramos e estamos permanentemente sujeitos à revisão de nossas escolhas.

Mas existe um limite que uma redação profissional precisa reconhecer.

Antes do clique existe uma pessoa. Antes da audiência existe uma família. E antes da notícia existe a vida.

Quando plataformas, páginas ou veículos abandonam esses princípios para competir por alcance nas redes sociais, a discussão deixa de ser apenas sobre gosto editorial. Passa a ser sobre responsabilidade.

Informar exige técnica. Exige critério. E, sobretudo, exige ética.

Nem tudo o que desperta curiosidade pública precisa ser explorado da mesma maneira. Nem tudo o que gera audiência merece uma manchete.

Há momentos em que o jornalismo demonstra sua qualidade não apenas pelo que publica.

Mas também pelo que decide não transformar em espetáculo.

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Paulo de Tarso

Chimarrão, lareira e outras coisitas a mais: as armas do gaúcho contra o frio intenso

Quando o inverno mostra sua força e a geada pinta os campos de branco, o gaúcho já sabe o caminho. A chaleira vai ao fogo, a cuia passa de mão em mão e a lareira transforma a casa em abrigo.

O chimarrão aquece o corpo e aproxima as pessoas. A lenha estalando no fogo embala conversas, histórias e silêncios que só o inverno sabe explicar.

O poncho sai do armário, a boina volta à cabeça, o pala enfrenta o minuano e a comida ganha sabor de aconchego: carreteiro, feijão, sopa de capeletti, pinhão e um bom churrasco desafiam as baixas temperaturas.

No Rio Grande, o frio nunca foi apenas um fenômeno da natureza. É um convite para reforçar as tradições, reunir a família e lembrar que a verdadeira força do gaúcho está na capacidade de transformar o rigor do inverno em calor humano.

Porque, por aqui, o inverno pode até congelar a paisagem. Mas jamais esfria a alma de quem nasceu para enfrentar o minuano.

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Paulo de Tarso

PRF prende contrabandista com veículo carregado de agrotóxicos ilegais em Rosário do Sul

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