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Paulo de Tarso

Inflação no Brasil ultrapassa teto da meta em 2024, revela IBGE

IPCA fecha o ano em 4,83%, superando o limite máximo estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que, em 2024, a inflação no Brasil, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), superou o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O índice fechou o ano em 4,83%, um aumento em relação aos 4,62% observados em 2023. Este resultado, divulgado em 10 de janeiro de 2025, ultrapassou o limite máximo da meta de inflação, que era de 4,5%, com uma margem de tolerância de até 1,5% a 4,5%.

O IPCA de dezembro registrou uma taxa de 0,52%, marcando um aumento em relação aos 0,39% de novembro e uma leve queda comparado aos 0,56% de dezembro do ano anterior.

Este aumento no último mês do ano foi um dos fatores que contribuíram para que o acumulado do ano ultrapassasse o limite estabelecido pelo CMN.

Os setores de alimentação e bebidas, saúde e cuidados pessoais, e transportes foram os principais responsáveis pela pressão inflacionária em 2024.

O grupo de alimentação e bebidas, com um aumento de 7,69% em 12 meses, foi o maior contribuinte para o índice, sendo responsável por 1,63 ponto percentual do IPCA anual. Estes setores, juntos, foram responsáveis por cerca de 65% da inflação do ano.

Entre os itens com maior impacto no IPCA de 2024, a gasolina se destacou com um aumento de 9,71%, contribuindo com 0,48 ponto percentual para a inflação anual.

O plano de saúde, com um aumento de 7,87% e contribuição de 0,31 ponto percentual, e a refeição fora do domicílio, com alta de 5,70% e impacto de 0,20 ponto percentual, também tiveram influências significativas no índice.

 

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Comentários

Paulo de Tarso

Nem tudo é notícia.

Há uma regra elementar nas redações profissionais: suicídio não é espetáculo.

Não é assunto para manchetes apelativas, exposição de circunstâncias, exploração da identidade da vítima ou corrida por cliques. Não porque o jornalismo deva esconder a realidade, mas porque há situações em que a maneira de informar também pode produzir consequências.

Alegrete vive dias dolorosos.

Ontem, um estudante de uma escola estadual morreu por suicídio. A notícia rapidamente ganhou espaço em portais e redes sociais da cidade. O EQ fez outra escolha: não transformou uma tragédia humana em conteúdo para disputar audiência.

Hoje, a comunidade foi atingida por uma segunda morte, envolvendo uma adolescente da mesma escola.

É preciso estabelecer aqui uma diferença fundamental: não há elementos que permitam afirmar que a divulgação do primeiro caso tenha provocado o segundo. Fazer essa associação como fato seria tão irresponsável quanto ignorar aquilo que décadas de estudos e protocolos profissionais já ensinaram às redações: a cobertura inadequada de suicídios pode favorecer comportamentos de imitação entre pessoas vulneráveis.

É exatamente por isso que existem recomendações específicas para o tratamento jornalístico desses episódios.

Não se trata de censura. Trata-se de responsabilidade.

O jornalismo pode — e deve — falar sobre suicídio. Deve discutir saúde mental, prevenção, sofrimento, redes de apoio, políticas públicas e caminhos para buscar ajuda. O que não deve fazer é transformar a morte em narrativa espetacular, explorar e/ou converter o sofrimento de uma família em mercadoria para alimentar algoritmos.

O EQ não pretende ocupar o lugar de paladino das boas práticas jornalísticas. Também erramos e estamos permanentemente sujeitos à revisão de nossas escolhas.

Mas existe um limite que uma redação profissional precisa reconhecer.

Antes do clique existe uma pessoa. Antes da audiência existe uma família. E antes da notícia existe a vida.

Quando plataformas, páginas ou veículos abandonam esses princípios para competir por alcance nas redes sociais, a discussão deixa de ser apenas sobre gosto editorial. Passa a ser sobre responsabilidade.

Informar exige técnica. Exige critério. E, sobretudo, exige ética.

Nem tudo o que desperta curiosidade pública precisa ser explorado da mesma maneira. Nem tudo o que gera audiência merece uma manchete.

Há momentos em que o jornalismo demonstra sua qualidade não apenas pelo que publica.

Mas também pelo que decide não transformar em espetáculo.

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Paulo de Tarso

Chimarrão, lareira e outras coisitas a mais: as armas do gaúcho contra o frio intenso

Quando o inverno mostra sua força e a geada pinta os campos de branco, o gaúcho já sabe o caminho. A chaleira vai ao fogo, a cuia passa de mão em mão e a lareira transforma a casa em abrigo.

O chimarrão aquece o corpo e aproxima as pessoas. A lenha estalando no fogo embala conversas, histórias e silêncios que só o inverno sabe explicar.

O poncho sai do armário, a boina volta à cabeça, o pala enfrenta o minuano e a comida ganha sabor de aconchego: carreteiro, feijão, sopa de capeletti, pinhão e um bom churrasco desafiam as baixas temperaturas.

No Rio Grande, o frio nunca foi apenas um fenômeno da natureza. É um convite para reforçar as tradições, reunir a família e lembrar que a verdadeira força do gaúcho está na capacidade de transformar o rigor do inverno em calor humano.

Porque, por aqui, o inverno pode até congelar a paisagem. Mas jamais esfria a alma de quem nasceu para enfrentar o minuano.

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Paulo de Tarso

PRF prende contrabandista com veículo carregado de agrotóxicos ilegais em Rosário do Sul

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