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Paulo de Tarso

Alegrete poderá ter fazenda de canabbis e laboratório para fins medicinais

Dá barato ou cura? Hj entrevista no canal jornal Em Questão, 19h30, pelo youtube

Nesta terça-feira a live Pagina 2, no canal do Em Questão vai ter como convidados duas pessoas ousadas. A pauta será desafiadora na medida em que o tema causa polêmica, desafia verdades estabelecidas e envereda para o uso do princípio ativo da maconha para fins medicinais.
Ainda para incrementar o debate tem mais:
Alegrete poderá ter a primeira plantação de canabbis sativa e um laboratório habilitado para produzir medicamentos do cânhamo, o princípio ativo desta planta.

Saiba mais sobre os convidados

*Thiago Ermano Jorge* é um Pesquisador Interdisciplinar e Investidor de Impacto à frente do *CTICANN – Centro de Tecnologia e Inovação da Cannabis*, onde explora as fronteiras do conhecimento científico e biotecnológico.

_Em parceria com universidades públicas e privadas, é mentor de *Cientistas e Empreendedores* na criação e aceleração de soluções tecnológicas com potencial global, especialmente em projetos de *(P&D) com Cannabis sativa e Cânhamo Industrial.*_

Ermano é um catalisador de *Startups Deep Techs*, empresas desenvolvedoras de tecnologias de ponta com base em descobertas científicas e avanços de engenharia de impacto no mundo.

Na liderança de estratégias políticas pela *ABICANN* – Associação Brasileira das Indústrias de Cannabis, o pesquisador trabalha na *interseção entre academia, indústria e políticas públicas*, sempre buscando soluções sustentáveis que promovam avanços na economia, saúde e meio ambiente.//_

*André Steiner* é um Pesquisador Interdisciplinar e empresário brasileiro-israelense, com trajetória internacional e pioneirismo na saúde integrativa.

Idealizador do conceito de *Medicina Canabinoide de Precisão*, trouxe ao Brasil, em 2021, tecnologias de mapeamento genético do sistema endocanabinoide para tratamentos personalizados.

Atuante pela empresa *Plant Medicine CBD*, lidera iniciativas em biotecnologia e defende a criação de um Banco de Dados Genéticos no país.

Fundador do *Instituto Regenerar*, uma associação de pacientes de Cannabis Medicinal, foca no desenvolvimento de fitocomplexos inovadores que promovem saúde, longevidade e resiliência homeostática, integrando ciência, natureza e sustentabilidade.//

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Comentários

Paulo de Tarso

Nem tudo é notícia.

Há uma regra elementar nas redações profissionais: suicídio não é espetáculo.

Não é assunto para manchetes apelativas, exposição de circunstâncias, exploração da identidade da vítima ou corrida por cliques. Não porque o jornalismo deva esconder a realidade, mas porque há situações em que a maneira de informar também pode produzir consequências.

Alegrete vive dias dolorosos.

Ontem, um estudante de uma escola estadual morreu por suicídio. A notícia rapidamente ganhou espaço em portais e redes sociais da cidade. O EQ fez outra escolha: não transformou uma tragédia humana em conteúdo para disputar audiência.

Hoje, a comunidade foi atingida por uma segunda morte, envolvendo uma adolescente da mesma escola.

É preciso estabelecer aqui uma diferença fundamental: não há elementos que permitam afirmar que a divulgação do primeiro caso tenha provocado o segundo. Fazer essa associação como fato seria tão irresponsável quanto ignorar aquilo que décadas de estudos e protocolos profissionais já ensinaram às redações: a cobertura inadequada de suicídios pode favorecer comportamentos de imitação entre pessoas vulneráveis.

É exatamente por isso que existem recomendações específicas para o tratamento jornalístico desses episódios.

Não se trata de censura. Trata-se de responsabilidade.

O jornalismo pode — e deve — falar sobre suicídio. Deve discutir saúde mental, prevenção, sofrimento, redes de apoio, políticas públicas e caminhos para buscar ajuda. O que não deve fazer é transformar a morte em narrativa espetacular, explorar e/ou converter o sofrimento de uma família em mercadoria para alimentar algoritmos.

O EQ não pretende ocupar o lugar de paladino das boas práticas jornalísticas. Também erramos e estamos permanentemente sujeitos à revisão de nossas escolhas.

Mas existe um limite que uma redação profissional precisa reconhecer.

Antes do clique existe uma pessoa. Antes da audiência existe uma família. E antes da notícia existe a vida.

Quando plataformas, páginas ou veículos abandonam esses princípios para competir por alcance nas redes sociais, a discussão deixa de ser apenas sobre gosto editorial. Passa a ser sobre responsabilidade.

Informar exige técnica. Exige critério. E, sobretudo, exige ética.

Nem tudo o que desperta curiosidade pública precisa ser explorado da mesma maneira. Nem tudo o que gera audiência merece uma manchete.

Há momentos em que o jornalismo demonstra sua qualidade não apenas pelo que publica.

Mas também pelo que decide não transformar em espetáculo.

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Paulo de Tarso

Chimarrão, lareira e outras coisitas a mais: as armas do gaúcho contra o frio intenso

Quando o inverno mostra sua força e a geada pinta os campos de branco, o gaúcho já sabe o caminho. A chaleira vai ao fogo, a cuia passa de mão em mão e a lareira transforma a casa em abrigo.

O chimarrão aquece o corpo e aproxima as pessoas. A lenha estalando no fogo embala conversas, histórias e silêncios que só o inverno sabe explicar.

O poncho sai do armário, a boina volta à cabeça, o pala enfrenta o minuano e a comida ganha sabor de aconchego: carreteiro, feijão, sopa de capeletti, pinhão e um bom churrasco desafiam as baixas temperaturas.

No Rio Grande, o frio nunca foi apenas um fenômeno da natureza. É um convite para reforçar as tradições, reunir a família e lembrar que a verdadeira força do gaúcho está na capacidade de transformar o rigor do inverno em calor humano.

Porque, por aqui, o inverno pode até congelar a paisagem. Mas jamais esfria a alma de quem nasceu para enfrentar o minuano.

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Paulo de Tarso

PRF prende contrabandista com veículo carregado de agrotóxicos ilegais em Rosário do Sul

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