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Paulo de Tarso

Quem engambelou em R$ 11 milhões o papai noel fake?

A pinóquiolândia quer achar um culpado da maior barbeiragem da atual gestão municipal.
Eu assisti a live do Prefeito Márcio que tentou justificar sua versão papai noel fake.

Só pra relembrar, em dezembro de 2023, à toque de caixa, ele enviou um projeto para incoporar no salário dos funcionários às vantagens que eles íam adquirindo ao longo da carreira. Este pacote de bondades que foi aprovado no Legislativo, revelou-se um dos maiores micos do modelo populista da atual administração.

Tudo aprovado, sinos retumbando, superávit nas contas, e entrada do ano eleitoral com o MDB radiante com seus anéis de falsos brilhantes.

O funcionário escalado para colocar em prática o pacote do papai noel fake, ao baixar toda à papelada para o mundo real deparou-se com um rombo de mais de R$ 900 mil reais mensais, ou seja, cerca de R$ 12 milhões por ano.

Como assim cara-pálida?
Segundo a versão da live mais hilária dos últimos tempos, uma pessoa engabelou todo mundo. Kkkkkkk…não é de rir, mas é impossível controlar este roteiro digno da “Loucademia de Polícia”.

O Prefeito Márcio disse, fazendo cara rígida de sério, disse que recém agora tomaram à decisão de abrirem uma sindicância interna, pra apurar quem foi o autor do fantástico argumento de que o impacto seria só de R$ 26 mil mês, “depois de esgotarem todos”…sei lá o que.Rsrsrsrsrs…
Quem deu este desdobre em toda à gestão é um gênio, mas será execrado como pessoa malvada.

A live é um desastre completo. Daí o Márcio passa a palavra para o vice Jesse, que só reprisa o mesmo argumento.

Então vamos lá: alguém com capacidade de estar na alta cúpula do município, inventa uma teoria que se espalha como feitiço, faz uma nuvem e nesta fumaça ludibria todo o alto escalão, que envia um projeto para o Legislativo, que age como um grupo seleto de tontos que aprova sem olhar no texto o impacto financeiro de tal saco sem fundo do noel fake.

Isto só tem paralelo na estória da companheira dona carochinha. É tão bizarra esta versão que estou perplexo com o nível de governança da cidade, a partir da live do nosso alcaide. Executivo no mundo da lua e vereadores sanâmbulos? O Márcio criou um argumento com esta pegada.

Pra piorar, além disto ficou assustando o público com à iniciativa do vereador Éder Fioravante, de tentar criar uma CPI. A CPI tem como objetivo buscar entender o porquê foi criada uma lei que não pode ser cumprida.

Márcio tirou outra pérola. Que toda trapalhada que ele mesmo criou só pode ser culpa da oposição em período pré-eleitoral. Olha, se o Secretário Cáurio não apresentasse os números desta live pastelona, a situação de Márcio seria de ator de ópera bufa.

Afinal, vamos combinar: o grande inimigo secreto do Prefeito é ele mesmo.

Uma gestão em que cada secretário tem uma mini Prefeitura e um carneia o outro, bola nas costas virou uma prática comum. Agora não saber escrever um texto e abrir um rombo de R$ 12 milhões ao ano, é muito amadorismo né ?Em qualquer empresa do mundo seria demissão sumária por justa causa.

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Paulo de Tarso

Nem tudo é notícia.

Há uma regra elementar nas redações profissionais: suicídio não é espetáculo.

Não é assunto para manchetes apelativas, exposição de circunstâncias, exploração da identidade da vítima ou corrida por cliques. Não porque o jornalismo deva esconder a realidade, mas porque há situações em que a maneira de informar também pode produzir consequências.

Alegrete vive dias dolorosos.

Ontem, um estudante de uma escola estadual morreu por suicídio. A notícia rapidamente ganhou espaço em portais e redes sociais da cidade. O EQ fez outra escolha: não transformou uma tragédia humana em conteúdo para disputar audiência.

Hoje, a comunidade foi atingida por uma segunda morte, envolvendo uma adolescente da mesma escola.

É preciso estabelecer aqui uma diferença fundamental: não há elementos que permitam afirmar que a divulgação do primeiro caso tenha provocado o segundo. Fazer essa associação como fato seria tão irresponsável quanto ignorar aquilo que décadas de estudos e protocolos profissionais já ensinaram às redações: a cobertura inadequada de suicídios pode favorecer comportamentos de imitação entre pessoas vulneráveis.

É exatamente por isso que existem recomendações específicas para o tratamento jornalístico desses episódios.

Não se trata de censura. Trata-se de responsabilidade.

O jornalismo pode — e deve — falar sobre suicídio. Deve discutir saúde mental, prevenção, sofrimento, redes de apoio, políticas públicas e caminhos para buscar ajuda. O que não deve fazer é transformar a morte em narrativa espetacular, explorar e/ou converter o sofrimento de uma família em mercadoria para alimentar algoritmos.

O EQ não pretende ocupar o lugar de paladino das boas práticas jornalísticas. Também erramos e estamos permanentemente sujeitos à revisão de nossas escolhas.

Mas existe um limite que uma redação profissional precisa reconhecer.

Antes do clique existe uma pessoa. Antes da audiência existe uma família. E antes da notícia existe a vida.

Quando plataformas, páginas ou veículos abandonam esses princípios para competir por alcance nas redes sociais, a discussão deixa de ser apenas sobre gosto editorial. Passa a ser sobre responsabilidade.

Informar exige técnica. Exige critério. E, sobretudo, exige ética.

Nem tudo o que desperta curiosidade pública precisa ser explorado da mesma maneira. Nem tudo o que gera audiência merece uma manchete.

Há momentos em que o jornalismo demonstra sua qualidade não apenas pelo que publica.

Mas também pelo que decide não transformar em espetáculo.

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Paulo de Tarso

Chimarrão, lareira e outras coisitas a mais: as armas do gaúcho contra o frio intenso

Quando o inverno mostra sua força e a geada pinta os campos de branco, o gaúcho já sabe o caminho. A chaleira vai ao fogo, a cuia passa de mão em mão e a lareira transforma a casa em abrigo.

O chimarrão aquece o corpo e aproxima as pessoas. A lenha estalando no fogo embala conversas, histórias e silêncios que só o inverno sabe explicar.

O poncho sai do armário, a boina volta à cabeça, o pala enfrenta o minuano e a comida ganha sabor de aconchego: carreteiro, feijão, sopa de capeletti, pinhão e um bom churrasco desafiam as baixas temperaturas.

No Rio Grande, o frio nunca foi apenas um fenômeno da natureza. É um convite para reforçar as tradições, reunir a família e lembrar que a verdadeira força do gaúcho está na capacidade de transformar o rigor do inverno em calor humano.

Porque, por aqui, o inverno pode até congelar a paisagem. Mas jamais esfria a alma de quem nasceu para enfrentar o minuano.

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Paulo de Tarso

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