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Paulo de Tarso

Paraná Pesquisas. Leite e Ana Amélia lideram no RS

A pesquisa feita pelo Paraná Pesquisas para o Governo do Rio Grande do Sul, divulgado nesta segunda-feira, mostra o ex-governador Eduardo Leite (PSDB), na liderança da intenção de votos, com 29,5%.

Eduardo Leite, PSDB, 29,5%
Onyx Lorenzoni, PL, 22,1%
Beto Albuquerque, PSB, 7p,6%
Luiz Carlos Heinze, PP, 6,6%
Edegar Preto, PT,5,3%

Os demais candidatos pontuaram muito pouco: Pedro Ruas (Psol) – 2,5%/ Vieira da Cunha (PDT) – 2,2%/ Gabriel Souza (MDB) – 2,1%/ Roberto Argenta (PSC) – 1,2%

Votos brancos e nulos somaram 10,5%, enquanto eleitores indecisos e que não responderam também representaram 10,5% do levantamento.

PARA O SENADO

 Ana Amélia e Mourão estão tecnicamente empatados, mas a pesquisa mostra que ela está na liderança.

Intenção de voto para o Senado no Rio Grande do Sul, conforme dados divulgados há pouco pelo Instituto Paraná Pesquisas, conforme dados enviados ao editor:
Ana Amélia (PSD) – 26,4%
General Hamilton Mourão (Republicanos) – 23,4%
Miguel Rossetto (PT) – 10,6%
Lasier Martins (Podemos) – 8,7%
Nelson Marchezan Júnior (PSDB) – 4,8%
Comandante Nádia (Progressistas) – 3,8%

Brancos e nulos – 13,5%
Não sabem ou não responderam – 8,8%

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Comentários

Paulo de Tarso

Nem tudo é notícia.

Há uma regra elementar nas redações profissionais: suicídio não é espetáculo.

Não é assunto para manchetes apelativas, exposição de circunstâncias, exploração da identidade da vítima ou corrida por cliques. Não porque o jornalismo deva esconder a realidade, mas porque há situações em que a maneira de informar também pode produzir consequências.

Alegrete vive dias dolorosos.

Ontem, um estudante de uma escola estadual morreu por suicídio. A notícia rapidamente ganhou espaço em portais e redes sociais da cidade. O EQ fez outra escolha: não transformou uma tragédia humana em conteúdo para disputar audiência.

Hoje, a comunidade foi atingida por uma segunda morte, envolvendo uma adolescente da mesma escola.

É preciso estabelecer aqui uma diferença fundamental: não há elementos que permitam afirmar que a divulgação do primeiro caso tenha provocado o segundo. Fazer essa associação como fato seria tão irresponsável quanto ignorar aquilo que décadas de estudos e protocolos profissionais já ensinaram às redações: a cobertura inadequada de suicídios pode favorecer comportamentos de imitação entre pessoas vulneráveis.

É exatamente por isso que existem recomendações específicas para o tratamento jornalístico desses episódios.

Não se trata de censura. Trata-se de responsabilidade.

O jornalismo pode — e deve — falar sobre suicídio. Deve discutir saúde mental, prevenção, sofrimento, redes de apoio, políticas públicas e caminhos para buscar ajuda. O que não deve fazer é transformar a morte em narrativa espetacular, explorar e/ou converter o sofrimento de uma família em mercadoria para alimentar algoritmos.

O EQ não pretende ocupar o lugar de paladino das boas práticas jornalísticas. Também erramos e estamos permanentemente sujeitos à revisão de nossas escolhas.

Mas existe um limite que uma redação profissional precisa reconhecer.

Antes do clique existe uma pessoa. Antes da audiência existe uma família. E antes da notícia existe a vida.

Quando plataformas, páginas ou veículos abandonam esses princípios para competir por alcance nas redes sociais, a discussão deixa de ser apenas sobre gosto editorial. Passa a ser sobre responsabilidade.

Informar exige técnica. Exige critério. E, sobretudo, exige ética.

Nem tudo o que desperta curiosidade pública precisa ser explorado da mesma maneira. Nem tudo o que gera audiência merece uma manchete.

Há momentos em que o jornalismo demonstra sua qualidade não apenas pelo que publica.

Mas também pelo que decide não transformar em espetáculo.

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Paulo de Tarso

Chimarrão, lareira e outras coisitas a mais: as armas do gaúcho contra o frio intenso

Quando o inverno mostra sua força e a geada pinta os campos de branco, o gaúcho já sabe o caminho. A chaleira vai ao fogo, a cuia passa de mão em mão e a lareira transforma a casa em abrigo.

O chimarrão aquece o corpo e aproxima as pessoas. A lenha estalando no fogo embala conversas, histórias e silêncios que só o inverno sabe explicar.

O poncho sai do armário, a boina volta à cabeça, o pala enfrenta o minuano e a comida ganha sabor de aconchego: carreteiro, feijão, sopa de capeletti, pinhão e um bom churrasco desafiam as baixas temperaturas.

No Rio Grande, o frio nunca foi apenas um fenômeno da natureza. É um convite para reforçar as tradições, reunir a família e lembrar que a verdadeira força do gaúcho está na capacidade de transformar o rigor do inverno em calor humano.

Porque, por aqui, o inverno pode até congelar a paisagem. Mas jamais esfria a alma de quem nasceu para enfrentar o minuano.

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Paulo de Tarso

PRF prende contrabandista com veículo carregado de agrotóxicos ilegais em Rosário do Sul

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