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Paulo de Tarso

UM DIA PESADO NO TRÂNSITO DA Z.L

Olá, pessoal, estamos iniciando esta primeira postagem neste novo espaço do site EQ. Como está difícil dialogar pelas redes sociais gitantes, tentaremos fazer a internatividade através do site, com informações breves, mas bem pontuais.                                                                                                                                               Está sendo uma quinta-feira pesada para o trânsito da Zona Leste. Dois acidentes envolvendo motociclistas e outro com um “strike” com um caminhão do Exército. Este em especial, perto da ponte Borges de Medeiros, que devido ao trânsito intenso no início da tarde, fez com que um Gol diminuísse a velocidade, sendo acompanhado na mesma manobra por um Uno, que seguia mais atrás. Contudo, o caminhão do Exército não conseguiu frear e bateu no Uno, que engavetou o Gol. Todos os veículos tiveram danos materiais, mas nenhum motorista sofreu lesões.                                                                                                                                                                                                                                                        TRANSITO ENGAVETADO                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Como consequência uma série de problemas levou a outro acidente. No trevo perto do Butecão do Morais, um carro saía da avenida Caverá para fazer o contorno em direção ao centro da cidade. O motorista estava um tanto arredio, porque o congestionamento era grande, exatamente porque a ponte Borges de Medeiros ficou alguns minutos interditada. Um outro motorista, que estava atrás, fez o sinal para ele entrar na avenida Tiaraju, e foi o que ele fez.                                                                                                 A manobra não foi feliz. Uma moto bizz vinha no sentido do bairro para o centro, pela preferencial, e assim, que o Celta botou o bico na avenida teve a colisão. O motociclista caiu, ficou ferido e daí tiveram que mobilizar a SAMU, desde o posto do Centro Social Urbano a cerca de 2km do local.                                                                                                                                                                                                                                BATIDA FEIA                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Um motociclista, mais cedo, fez o mesmo trajeto do Celta e, também, se deu mal. Ele saiu da avenida Caverá, e perdeu o controle da moto, batendo em cheio contra um poste. Foi socorrido às pressas, levado para a UPA onde ficou internado depois do primeiro atendimento.                                           

Paulo de Tarso Pereira, atua na área desde o final da década de 1970. Alegretense, formado na UFSM, já trabalhou nas maiores empresas do Sul, como Correio do Povo, RBS, A Notícia e JSC, bem como foi coordenador do Canal Rural e editor na Record/SP. A retornar para Alegrete, na virada do ano 2000, fundou o jornal EQ, e hoje é o jornalista responsável por todas as plataformas, que inclui site, redes sociais e edição on line do EQ.

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Paulo de Tarso

Nem tudo é notícia.

Há uma regra elementar nas redações profissionais: suicídio não é espetáculo.

Não é assunto para manchetes apelativas, exposição de circunstâncias, exploração da identidade da vítima ou corrida por cliques. Não porque o jornalismo deva esconder a realidade, mas porque há situações em que a maneira de informar também pode produzir consequências.

Alegrete vive dias dolorosos.

Ontem, um estudante de uma escola estadual morreu por suicídio. A notícia rapidamente ganhou espaço em portais e redes sociais da cidade. O EQ fez outra escolha: não transformou uma tragédia humana em conteúdo para disputar audiência.

Hoje, a comunidade foi atingida por uma segunda morte, envolvendo uma adolescente da mesma escola.

É preciso estabelecer aqui uma diferença fundamental: não há elementos que permitam afirmar que a divulgação do primeiro caso tenha provocado o segundo. Fazer essa associação como fato seria tão irresponsável quanto ignorar aquilo que décadas de estudos e protocolos profissionais já ensinaram às redações: a cobertura inadequada de suicídios pode favorecer comportamentos de imitação entre pessoas vulneráveis.

É exatamente por isso que existem recomendações específicas para o tratamento jornalístico desses episódios.

Não se trata de censura. Trata-se de responsabilidade.

O jornalismo pode — e deve — falar sobre suicídio. Deve discutir saúde mental, prevenção, sofrimento, redes de apoio, políticas públicas e caminhos para buscar ajuda. O que não deve fazer é transformar a morte em narrativa espetacular, explorar e/ou converter o sofrimento de uma família em mercadoria para alimentar algoritmos.

O EQ não pretende ocupar o lugar de paladino das boas práticas jornalísticas. Também erramos e estamos permanentemente sujeitos à revisão de nossas escolhas.

Mas existe um limite que uma redação profissional precisa reconhecer.

Antes do clique existe uma pessoa. Antes da audiência existe uma família. E antes da notícia existe a vida.

Quando plataformas, páginas ou veículos abandonam esses princípios para competir por alcance nas redes sociais, a discussão deixa de ser apenas sobre gosto editorial. Passa a ser sobre responsabilidade.

Informar exige técnica. Exige critério. E, sobretudo, exige ética.

Nem tudo o que desperta curiosidade pública precisa ser explorado da mesma maneira. Nem tudo o que gera audiência merece uma manchete.

Há momentos em que o jornalismo demonstra sua qualidade não apenas pelo que publica.

Mas também pelo que decide não transformar em espetáculo.

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Paulo de Tarso

Chimarrão, lareira e outras coisitas a mais: as armas do gaúcho contra o frio intenso

Quando o inverno mostra sua força e a geada pinta os campos de branco, o gaúcho já sabe o caminho. A chaleira vai ao fogo, a cuia passa de mão em mão e a lareira transforma a casa em abrigo.

O chimarrão aquece o corpo e aproxima as pessoas. A lenha estalando no fogo embala conversas, histórias e silêncios que só o inverno sabe explicar.

O poncho sai do armário, a boina volta à cabeça, o pala enfrenta o minuano e a comida ganha sabor de aconchego: carreteiro, feijão, sopa de capeletti, pinhão e um bom churrasco desafiam as baixas temperaturas.

No Rio Grande, o frio nunca foi apenas um fenômeno da natureza. É um convite para reforçar as tradições, reunir a família e lembrar que a verdadeira força do gaúcho está na capacidade de transformar o rigor do inverno em calor humano.

Porque, por aqui, o inverno pode até congelar a paisagem. Mas jamais esfria a alma de quem nasceu para enfrentar o minuano.

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Paulo de Tarso

PRF prende contrabandista com veículo carregado de agrotóxicos ilegais em Rosário do Sul

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