Revistas semanais detonam Dilma. Delações de Odebrecht denunciam até mesadas

Veja e Istoé desta semana detonam Dilma Roussef de maneira devastadora e cruel, porque as duas revistas publicam trechos vazados das delações de Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro, todos com gravíssimas acusações sobre participações diretas da ex-presidente em negociações criminosas com Odebrecht e OAS. Veja publica, inclusive, denúncia circunstanciada de MO, na qual ele diz que o secretário pessoal de Dilma, o gaúcho Giles Azevedo, levava mesada de R$ 50 mil por mês.

Também sobra muito para Lula, já que MO e Léo Pinheiro contam detalhes das patifarias do sítio de Atibaia e do triples do Guarujá. O triplex foi colocado em nome da OAS, mas seu dono, Léo Pinheiro, esclareceu que o apartamento sempre foi de Lula. As duas delações – vazaram apenas alguns trechos iniciais – são o resultado de um tiroteio que o ex-presidente Sarney já dizia ser de uma metralhadora .50.

A reportagem da Revista IstoÉ afirma que o empreiteiro Marcelo Odebrecht revelou em acordo de confidencialidade com a Lava Jato que a presidente afastada da República, Dilma Rousseff, cobrou pessoalmente uma doação para a campanha eleitoral dela em 2014 que não teria sido declarada à Justiça. Segundo o empreiteiro, preso desde junho do ano passado, o então tesoureiro da campanha, Edinho Silva, havia pedido a ele uma doação de R$ 12 milhões para serem repassados ao marqueteiro João Santana e ao PMDB. De acordo com a publicação, Marcelo se recusou a fazer o repasse e resolveu tratar do assunto pessoalmente com Dilma. “Presidente, resolvi procurar a sra. para saber o seguinte: é mesmo para efetuar o pagamento exigido pelo Edinho?” “É para pagar”, respondeu Dilma, segundo a revista.

A ISTOÉ lembra que, além de Marcelo Odebrecht, já denunciaram o envolvimento de Dilma Rousseff no petrolão os delatores Delcídio do Amaral e Mônica Moura. Também falou do financiamento ilegal da campanha da petista o empreiteiro Ricardo Pessoa. Involuntariamente, José Sarney e Renan Calheiros entregaram Dilma nas gravações de Sérgio Machado. Além de Nestor Cerveró, é claro.

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